segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Um Flamengo Oswaldiano

       Não faz tanto tempo, uma escola revolucionária mudou os rumos da história cultural brasileira. Avessa ao excesso de cuidados aos quais os parnasianos tinham com o texto, havia uma geração ávida por uma escrita mais livre da forma e consistente em conteúdo. O Modernismo, rompendo com a tradição em vários seguimentos, tomou conta do fim do século XIX, de forma que Oswald de Andrade, um dos líderes do movimento, deu origem ao adjetivo Oswaldiano, como o que contrapõe os limites da regra da boa escrita e do pensamento linear que predominavam na geração anterior.

      Talvez encontremos semelhanças na consistente sequência do Flamengo Oswaldiano, iniciada dia 23 de agosto. Pouco preocupado com a forma global do sistema defensivo, o Oliveira se preocupou em agradar a massa, que clamava por um time menos formal, sem burocracia. Com novas peças, pode ter mais liberdade no conteúdo, com a criatividade de Alan Patrick e Ederson, juntos.

       Tão rebelde quanto, foi a perceptível medida de tornar Márcio Araújo um falso terceiro zagueiro. Com a bola, é ele quem faz a saída, tendo boas opções pelos lados. Aliás, ambos têm funcionado com movimentação de meias e atacantes. Jorge, Everton e Emerson fazem a canhota, enquanto Pará, Canteros e Kayke compõem a direita. Apenas Alan Patrick faz a faixa central durante os minutos em que está em campo, contando com a recomposição dos meias pelos lados.

       Há seis rodadas invicto, o Flamengo, de forma nada parnasiana, recuperou o sistema defensivo do meio-campo e fechou a torneira dos gols aéreos. Nos últimos 5 jogos, o time tomou apenas dois gols, ambos de pênalti. 

       Do Rio, palco de importante revolução modernista, Oswaldo mostrou ter DNA rubro-negro e que entende o som que vem das arquibancadas. Aliás, se emociona e pede por eles a cada partida. O Flamengo, tal qual o Modernismo, se esquiva da elite e encontra em razões populares o objetivo de luta, que, por ora, consiste em sempre mais um passo. Resta saber se, passo a passo, esse time será lembrado na história.  

terça-feira, 28 de julho de 2015

Visão de jogo: Chapecoense x Fluminense

       Em mais um jogo de bom público às 11h, Chapecoense e Fluminense se enfrentaram no Oeste de Santa Catarina, onde o time verde agora soma 19 dos 22 pontos conquistados. Mas, é bem verdade, poderia ter ficado sem os últimos 3, ou sem parte deles. 
       A zaga do Flu, lenta toda vida, deu a Bruno Rangel, o maior artilheiro da história do clube, duas chances similares no primeiro tempo. 50% de aproveitamento ao artilheiro, que chegou a 49 gols ao time Condá. 
      Se o setor defensivo deve às tantas, a movimentação de Gustavo Scarpa, Osvaldo, Marcos Júnior chamam a atenção no time de Enderson Moreira. O tricolor carioca propôs mais do que foi proposto e, dois minutos depois de Bruno Rangel, Edson foi muito feliz no chute. Não, na comemoração. O volante julgou ter falhado no primeiro gol do jogo e, por isso, saiu à Balotelli. 
       O Flu não parou por aí. Cruzamento de Scarpa, a bola passa por Fred e Marcos Júnior empurra com a mão para virar o jogo. Confusa, a arbitragem demorou e viu a irregularidade errada. Errou acertando, ou acertou errando???
       A movimentação cresceu com a entrada de Magno Alves no lugar de Fred, que sentiu um incômodo e, aparentemente, não quis forçar. Deve ter guardado para a aclamada estreia de R10. Criando sucessivas chances, o gol da virada parecia questão de tempo. Mas, logo o tempo, quando quase no fim, permitiu a última estocada da Chape no jogo. Pênalti discutível. Pelo local, não pela existência da falta. O problema é que a arbitragem também achou e demorou um 'desafio' para marcar, como comparou o técnico do Fluminense depois do jogo.
        Bola na cal, bola na rede. Bruno Rangel precisou bater Diego Cavalieri, que não saiu antes da cobrança e por pouco não garante o empate. Ao Flu, certezas e dúvidas: a de que o time está encaixado e promete brigar pelo G-4 depois de tanta desconfiança e a incerteza da reação e da relação do time com Ronaldinho Gaúcho. À Chape, o conselho de que talvez sejam necessários diversos pontos fora de casa, embora seja inegável o conhecimento do grupo por parte do bom Vinicius Eutrópio.

Data: 26/07/2015

Placar: Chapecoense 2 x 1 Fluminense

Melhor do jogo: Marcos Júnior

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Ederson é o Camisa 10 dentro de campo. E fora dele?

     


       O Flamengo anunciou a contratação de Ederson nesta quarta-feira (21). O meia, que chegou à seleção jogando pelo Lyon, estava na Lazio e vem para vestir a já reservada camisa 10. Com um histórico de lesões, Ederson espera se firmar e voltar ao selecionado brasileiro. Prova disso é que existe um bônus contratual por convocações, além do salário de R$ 200 mil, segundo o jornalista Mauro Cezar Pereira, via ESPN Brasil.
      
       Se dentro de campo o Fla comemora o êxito nas negociações, fora dele os dias prometem ser conturbados. Com data para inscrição das chapas, só há uma certeza no processo eleitoral rubro-negro: Eduardo Bandeira de Mello, se candidato à reeleição, enfrentará um de seus ex-aliados de chapa azul. Afirmar um nome agora é faltar com a verdade ao torcedor, mas é consenso que a 'oposição' será encabeçada por Luiz Eduardo Baptista - o Bap - ou por Wallim Vasconcellos.
        
       O presidente da Sky e ex-diretor de Marketing do clube esteve no Bate-Bola da última semana e disse que há um acordo entre os azuis de que o atual presidente não se reelegeria. Agora, com a trupe dividia, a história é outra. Há, ainda, uma terceira corrente, defendida por ex-presidentes do Flamengo, cujo representante não fora definido, mas foge da modernização que se viu no clube nestes três anos.
       
       Fato é que a divisão prejudica o atual presidente no processo de reeleição e, ao que nos chega pelas notícias, muito em função da postura centralizadora adotada em momentos cruciais, como na discussão com a FERJ antes do campeonato estadual e na decisão em manter os jogos no Maracanã, tida, por muitos, como o estopim para a saída de Bap.
       
       Neste meio-campo do time eleitoral, a organização parece estar bem longe do sucesso ao qual todos os jogadores levaram o Flamengo fora de campo. Que dentro dele, Ederson dê a cadência e a qualidade a um time de contra-ataques, que, por isso, atua melhor fora que dentro de seus domínios.  

terça-feira, 23 de junho de 2015

Obrigado, Seu Mário!

       Seu Mário, talvez daí, de onde o senhor estiver, não seja possível perceber a dimensão do nome, mas se lhe fosse dada a oportunidade de caminhar pelo Rio hoje, certamente o chamariam de Senhor Maracanã.

Essa história de ser cronista rendeu, hein, seu Mário? Mas, provavelmente o senhor queria era estar em campo. Eu também. E no Rio! Não sei os motivos pelos quais o senhor não foi. Sei os meus. Talvez se eles não existissem, não seríamos Flamengo. Melhor nem pensar nessa possibilidade.

O senhor, então, inaugurou a crônica esportiva carioca. Dizem os maldosos, revestidos de números, que os gols de papel existem por conta dos gols do campo e, por isso, são mais fáceis. Sim! Opositores, concordo! São esses os gols que me fazem jogador. O meu campo? Algumas linhas, o senhor deve entender.

Quando estive no "Senhor Maracanã", agradeci especificamente ao pedaço do céu escolhido para envolver o anel. Oito anos depois, que consórcio, Seu Mário? A magia, transmitida também pelo rádio, estava ali: no casal que relembrava ao atento operador, os 200 mil presentes e frequentes nos anos 80, ou no pequeno Davi, que estampava o mais sincero sorriso. Ambos na fila. 

       Cronicar o jogo em uma tarde como a de sábado é ousadia. Arrogância, quem sabe. Gostaria mesmo é que o senhor e o seu Nelson, diga-se tricolor, estivessem no Maracanã, sendo o Maracanã. Obrigado, Seu Mário! Obrigado, Seu Maracanã! 

 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Que Cristóvão vem aí?

       Quando veio a notícia da demissão, ouvida durante o Linha de Passe na última segunda-feira, o primeiro nome à cabeça foi Cristóvão Borges. O baiano foi sondado pelo Grêmio, mas exigiu R$ 300 mil mensais e era questão de tempo para se aventurar no terceiro time carioca da carreira. 

     No primeiro, herdou a vaga de Ricardo Gomes - depois de um AVC sofrido durante um Flamengo x Vasco. Sob a desconfiança que paira sobre um interino, Cristóvão fez um trabalho equilibrado durante um ano. Parou em Cássio. Ainda assim, a passividade ainda não confirmava a postura de alguém à frente de um clube tradicional. 

       Antes de chegar ao segundo, parou na boa terra, a sua terra, para fazer um trabalho consistente no Bahia. A ponto de ser chamado nas Laranjeiras. E, se a imagem de interino o atrapalhou no Vasco, a relação Fluminense-Unimed o incomodou no Fluminense. Cristóvão ficou em segundo plano na guerra de vaidades dentro do clube, que ainda perdura. Pesa, ainda, como para todo o técnico, o relacionamento com Fred, o que não era tanto empecilho assim.

     Agora, menos de dois meses depois da saída, tem o desafio de assumir o Flamengo. Nada de interino, muito menos de relação patrocinadora-clube, Cristóvão terá a chance de, em um clube grande, mostrar as caras e justificar a modernidade pela qual fora tão elogiado desde o primeiro trabalho. 

Dentre as opções, o Flamengo buscou oxigênio no comando e nas finanças. Só o tempo se encarregará de mostrar o quanto a diretoria sabe ou não sabem nada de futebol, mas a aposta é válida. Sobretudo, quando o que se paga seja a resposta: Que Cristóvão vem aí?

terça-feira, 26 de maio de 2015

Vanderlei e a contracultura nem tão brasileira assim

       "A longo prazo, Luxa não tem rendido. Seria ele um bombeiro?". Há exatos 11 meses e dois dias, o blog resolveu listar prós e contras da contratação de Vanderlei Luxemburgo, demitido na noite desta segunda-feira, após reunião do Comitê de Gestão do Flamengo e o prognóstico se confirmou. 

       Deve ser discutida a decisão da diretoria rubro-negra, que deve completar nos próximos dias, 6 técnicos em 30 meses. Entretanto, o time de Vanderlei, encorpado e determinado a sair da tão falada zona da confusão, não apresentou padrão de jogo algum nos quase 30 jogos apresentados até então. 

     Ninguém discute a capacidade de Luxa, mas condenar a decisão é o mesmo que exigir um exercício de futurologia. Mantém o técnico com um time do qual ele já parecia não conseguir total rendimento, ou demite na 3ª rodada para oxigenar o grupo? Como o "pofexô" gosta de ressaltar nas coletivas, "Isso pertence ao futebol."

       O todo-poderoso Real Madrid fez o mesmo exercício de demissão horas antes, consta-se, com o time eliminado na semi-final da principal competição do mundo e apenas há dois pontos do Campeonato Espanhol. Com o agravante de ter sido campeão com o mesmo Carlo Ancelotti na última temporada. "Pertence ao futebol?"

       É cada vez mais difícil, sobretudo no futebol brasileiro, traçar a tão ideal filosofia de jogo. Não seria arriscado dizer que ela representa a contra-cultura do esporte mais apaixonante por aqui, mas não está muito longe de quem trata o futebol como negócio - e bem-sucedido. 

       Luxa, panoramas a parte, rotula-se, cada vez mais, como um técnico a curto prazo e a longo preço. O Flamengo deve muito a ele nesta quarta passagem. Mesmo que desta vez não estejamos falando sobre multa rescisória. 
       


segunda-feira, 20 de abril de 2015

A presença da suspeita e a ausência da credibilidade

       Já se passaram mais de 24 horas da eliminação rubro-negra no campeonato carioca. E nenhum flamenguista pode dizer que seu time atuou de forma minimamente convincente durante os 180 minutos das semifinais do torneio estadual. Pelo contrário: um time moroso, estático, por vezes, imóvel.
       Logo, a eliminação foi merecida. Foi? Teria sido se o adversário mostrasse maior superioridade técnica para ganhar o confronto. Teria sido se, desde o início do campeonato, não presenciássemos episódios desde a primeira rodada. 
       Reuniões aqui, atas ali, medidas arbitrais - e arbitrárias - acolá, o carioca 2015 nasceu sob suspeita e cresceu sem credibilidade. Que os erros são circunstanciais, isso "pertence ao futebol", como gosta de dizer o treinador rubro-negro, Vanderlei Luxemburgo. Entretanto, quando os erros se repetem em várias rodadas, contra diferentes clubes, a favor de um dos - o principal - aliados da Federação de Futebol do Rio de Janeiro, a classificação fica manchada. 
       Embora o rubro-negro não tenha demonstrado um bom futebol, a falta de gols no Maracanã daria a classificação ao time da Gávea. Assim, o histórico do presidente cruzmaltino e a proximidade dele aos caciques do futebol estadual endossam a hipótese de que, sim, houve um favorecimento premeditado.
       Cabe ao clube manter a postura "rebelde" que resultou no desrespeito, dentro e fora do ar, à instituição Flamengo e ao seu presidente, por parte do presidente Rubens Lopes. Aliás, a dupla Fla-Flu tem uma oportunidade histórica de fundar uma liga ao lado de outros clubes que já demonstraram interesse em seguir o mesmo caminho.
       "Vencer, vencer, vencer" não está atrelado apenas aos resultados de campo, mas ao que é feito, principalmente bem feito, fora dele.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Pa(G)olo Guerrero: Ídolo por mais de um gol

       Se estivesse em campo apenas em 2013, em Yokohama, contra o Chelsea, Paolo Guerreo já estaria imortalizado na história do Corinthians. Em times como o do Parque São Jorge, são gols que fazem os ídolos, e não o contrário.

       Mas o peruano, já fazedor de gols no Campeonato Alemão, não parou no gol mais importante dos quase 105 anos de história do clube. Em 2014, com ele, o Corinthians venceu - mas não convenceu - pelo placar mínimo com gol dele.

       Veio a discussão da renovação e Paolo, como chamara o antigo treinador, se manteve certo do que haveria de fazer em campo: gols. Na última quarta-feira, o #TitularEterno colocou mais 3 pulgas e um ponto de interrogação na diretoria alvinegra, chegando a 54 gols pelo clube e - pasmem - 64% dos gols decisivos em 2015.

       Mortal, inapelável, não perdoador. O torcedor corintiano pode, sim, chamá-lo assim. O atacante dos gols decisivos pudera ser brasileiro, ainda que a CBF tenha desperdiçado outro grande atacante, hoje espanhol, que atende pelo nome de Diego Costa.

       Renovável, ou não, a torcida talvez não se esquecerá de Paolo, que, por mais de um gol e por um gol está eternizado por ser Guerrero!

quinta-feira, 5 de março de 2015

O último dos moicanos

       Leonardo Moura fez sua partida de número 519, a última, com a camisa do Flamengo. Em 2005, ele certamente não responderia com convicção que se tornaria, dali a dez anos, o 7º jogador que mais vestiu a camisa do Flamengo. 
       Talvez a geração anterior a essa tenha saudades de Leandro até hoje, 35 anos depois. O "peixe frito" foi o lateral direito dos tempos áureos e conquistou a América e o mundo pelo clube. Com Léo, não há de ser diferente. A identificação foi construída com regularidade na posição, tal que o levou à Seleção Brasileira em 2008.
       É bem verdade que nesses 10 anos, o Flamengo não trouxe sombra nenhuma na lateral direita. Mas Léo se garantiu por ali quando elas pareciam querer aparecer. Foi assim com Welington Silva, hoje no Fluminense, o único que ameaçou o Capitão rubro-negro.
       Antes mesmo de virar tendência com Neymar, Léo já usava o penteado que ganhou o mundo na primeira década de Flamengo. O primeiro - agora último - dos moicanos teve seus fios irretocáveis e esbranquiçados com os anos pelo time mais popular do país. Neles, 2007 e 2009 certamente foram os mais marcantes para quem esteve na arquibancada. O primeiro, pela arrancada do time em busca da Libertadores. O segundo, pelo memorável fim do jejum de 17 anos.
      Foi sem a braçadeira que Léo Moura demonstrou que a relação ultrapassava questões de ordem de jogo. A chegada de Ronaldinho Gaúcho em 2011 fez com que o lateral multicampeão passasse a faixa ao astro. Um ato solene e compreensível fez com que o moicano fosse ainda mais valorizado.
       Essa valorização ecoou ontem, no Maracanã com 30 mil presentes, no que parecia um simples amistoso. Os gritos de "fica, Capitão" só confirmaram o que Léo fez pelo clube. A massa agradeceu e se sentiu agradecida por ter um ídolo em tempos mercantilistas do futebol.
       O último dos moicanos marca o fim de uma geração que conquistou 5 estaduais, 2 Copas do Brasil e 1 Campeonato Brasileiro. Faltou a América. Sobrou a Nação.

       

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

É bom estar de volta

       Desde a última postagem, já se vão quase dois meses. Se um princípio de pré-temporada foi visto no Brasil, o Blog aproveitou para tirar um descanso. Primeiro porque, por mais que o futebol seja algo indispensável na vida de pessoas conscientes, ele - e nós - precisamos tirar folga. Segundo porque esse papo de transferências pra lá, eleições de clubes pra cá, são pautas para cadernos econômico e político, respectivamente. Sobretudo, na iminência dos fatos.
      
      Agora sim, com bola rolando em terras tupiniquins, é hora de esfregar as mãos, ligar os neurônios e deixar o coração acelerado. Durante esse ano, vamos nos esforçar para dois posts semanais, às segundas e quintas, possivelmente. Dias de ressacas emocionais, a contar pelos 90 minutos apresentados pelo seu time.
      
      Vez ou outra, vamos de futebol europeu, mas estaremos mesmo de olho em tudo que acontece e  que deixa de acontecer por aqui, como o gol de bicicleta do Jô, o genérico - ou seria o original? - no empate do São José contra o Inter, que impediu o colorado de Diego Aguirre conquistar a primeira vitória do Uruguaio. 
       
       Quem sabe novas entrevistas vêm por aí? Temos uma lista seleta para 2015 e o microblog é uma ferramenta e meia pra isso. De olho também na literatura dos campos com novas seções nesse canto, que parece vir com mais fome que em 2014. Vamos juntos?
      
       O blogueiro agradece as mais de 3.000 visualizações - quase 3.500. Não imaginou isso nem no dia em que viu o time dele ser campeão brasileiro.
       

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Tite desafia a história, o futebol e a estrada. Vale?

     


       O Corinthians ainda não anunciou de forma oficial, o treinador desconversa a cada entrevista, mas a informação vazou e Tite deve ser anunciado na próxima semana. Depois de uma temporada de estudos e contatos pelo mundo do futebol, o técnico mais vitorioso do time paulista fez a escolha certa?
     
       Pela frente, Tite vai se encontrar com a mesma situação que o levou a quase ser demitido do Corinthians em 2009: A pré-Libertadores. O surpreendente Tolima por pouco não desmontou o que viria a ser um projeto de êxito continental e mundial. E é esta a questão sobre a qual jornalistas, dirigentes e torcedores têm se perguntado: Tite não alcançou o ápice?

       A História está cercada por exemplos de sistemas que atingiram o ponto máximo da eficiência, mas, adiante, sucumbiram com o mesmo comandante. Assim são relatadas, por exemplo, as trajetórias de Alexandre, o Grande, Júlio César e Napoleão Bonaparte. O último, quando voltou, já não era o general que dominava a Europa. 

       Em que pese as atualizações pelas quais o treinador tenha passado, ele assume um risco enorme ao voltar. Qualquer campanha que não atinja os limites da última terá sido, por razões óbvias, inferior. Sendo assim, o que pode tê-lo convencido da volta?

       Aspectos políticos de lado, Tite talvez tenha sido motivado por encontrar uma forma mais ofensiva de jogar. Precisa, é bem verdade, de peças para isso. Tanto quanto de mudanças no pensamento e na estratégia, que o trazem, ainda com as conquistas, o rótulo do pragmatismo, do futebol pelo resultado. 

       Se trilhar pela linha sob a qual a carreira foi construída, Adenor terá como destino mais distante aquele que ele já alcançou. Vale?

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Era hora?

       Quem nunca quis sonhar com os números da Sena e, do nada, ter na conta seis zeros e um número diferente de zero no sétimo e oitavo dígitos? Mas, pense: Você saberia como administrar? Em quanto tempo gastaria - ou aumentaria - o prêmio?
   
       A Sociedade Esportiva Palmeiras fez a Sena, mas parece não saber utilizar o prêmio. Em uma parceria, que já tem imbróglios, com a WTorre, o verdão tem a mais moderna casa do futebol brasileiro, segundo a maioria dos relatos, e um time que sequer poderia ser chamado de Palmeiras, como disse Antero Greco na edição noturna do SportsCenter depois da derrota para o Sport. 

       O Palmeiras investiu, mas não soube aproveitar o investimento. Faltando 4 rodadas, depois de 2 derrotas, por que não esperar por 2015? A chance de perder era grande e a diretoria assumiu o risco. Tem que assumir as consequências agora. Os palmeirenses mais exaltados picharam o portão e tentaram quebrar cadeiras, enquanto deveriam olhar para o campo e ver que 90% do time não tem condições de representar tudo o que estava em volta.

       Por meio da diretoria, que avalizou a estreia do estádio, o Palmeiras quis fazer uma festa de gala sem traje social. A festa aconteceu fora de sintonia entre o que se viu dentro e fora de campo. Sabedores dessa possibilidade, os dirigentes transmitiram a ideia de um jovem emergente, como se quisesse mostrar a sua casa nova logo, mesmo com toda a mobília desordenada. Os convidados, obviamente, apreciaram a casa, mas reclamaram - e muito - no final.

       Nessa nova toada, a casa nova pode servir para eventos menos badalados. Tomara que a primeira impressão não fique e que convidados de elite possam frequentar o Alianz Parque.  

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Acredite. Se quiser.

       E você: Acreditou? Você, torcedor do Galo, embalado pelo mantra, realmente acreditou que fosse possível a virada? Fato é que, mesmo que não tenha acreditado, você está vivendo os dois anos de maior glória do seu time. Assim como o botafoguense e o santista esnobam pelas décadas de 1950 e 1960, como o rubro-negro se estufa para contar a Deus e ao mundo sobre a década de 1980 e como os São Paulinos falam da década de 1990, você, atleticano, vai contar o que viu entre 2013 e 2014.

       Nós, de uma maneira geral, só percebemos a história quando nos distanciamos dela. Talvez por isso, você só perceba esta constatação daqui 10, 20, 30 anos. E vai se lembrar que um dia houve um time capaz de reverter um placar adverso por quatro vezes. Sim! Você vai se lembrar de que esteve em alguns - ou quase todos estes jogos - ao som do Eu Acredito, enquanto alguns duvidavam e outros desconfiavam. 

       A esta altura, pouco importa o jejum de 43 anos de Campeonato Brasileiro. Vai ver, você nem se lembrava disto. E tem todos os motivos para fazer de sua memória um campo seletivo de lembranças. Se uma lâmpada mágica aparecesse para você, atleticano, e o gênio realmente existisse, ele teria que dar um jeito, mas você pediria, certamente, outra vez Tijuana, Newel's, Olímpia, Corinthians e Flamengo. São dois a mais. Algo que seu time tem se acostumado a fazer. 

       Quando acabar o encanto, guarde cada momento na enciclopédia do seu cérebro para contar aos seus descendentes o que você viu. E, quer uma sugestão? Termine sempre com: Acredite. Se quiser. A chance de você reviver todos estes momentos será ouvida com: Eu acredito.

      

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Conhecer limitações para desconhecer limites - Parte 2

       Se o Flamengo deu uma lição de auto-conhecimento dentro de campo na última quarta-feira, a tarefa para o jogo da volta exige erro zero. Já muito longe da confusão, segundo Vanderlei Luxemburgo, o autor da ideia, o time perdeu duas peças fundamentais para o esquema: Léo Moura e Gabriel.
     
       As perdas só atenuaram as limitações rubro-negras com falta de velocidade no contra-ataque e vulnerabilidade defensiva. Nesta quarta, Luxemburgo deve encontrar uma formação equilibrada e jogadores experientes para não atacar muito, sequer defender em demasia.

       O técnico do Flamengo mostrou-se muito seguro ao entender a prioridade do clube e evidenciar que a diferença técnica pode ser igualada com a disposição em campo. Mais que isso, o saco de cimento, que ele cogitou trocar por açúcar, pode concretar a classificação calando gradativamente a massa atleticana. É difícil acreditar que, caso Éverton e Gabriel não joguem, o Flamengo busque alternativas de velocidade. Nessa condição, a bola passa - e fica - com Canteros enquanto o time se organiza.

       As limitações, de fato, parecem ser maiores. Parecem, se o torcedor do Flamengo se lembrar de que um limite - o maior deles na temporada - foi transpassado no fim de semana, quando o time não tinha boa parte daqueles que terá no jogo da volta.

       Conhecer limitações para desconhecer limites lembra título de auto-ajuda. Que é bem diferente de auto-conhecimento. Essa trilogia existencial tem seu capítulo amanhã, quando Anderson Daronco apitar o fim de jogo. Ou antes: Basta lembrar o que o último rubro-negro fez quando visitou o Mineirão.      

Conhecer limitações para desconhecer limites

       "Nosso pojeto continua sendo sair da confuxão, tá xerto?". Vanderlei Luxemburgo foi enfático na coletiva de imprensa e, desde que chegou ao Flamengo, tem priorizado pelo discurso simples, que soa como uma maquiagem do que acontece no vestiário, para jogar os tais sacos de cimento nas costas dos adversários. Sobretudo, nos melhores.

       O Flamengo de hoje tem um mérito: Reconhecer suas limitações e jogar em função delas. Em nenhum momento, foi um time de sufoco, intensidade e pressão na saída de bola no primeiro jogo da semi-final da Copa do Brasil. Pelo contrário, procurou não dar campo ao Atlético-MG, mas não se importou que o Galo ficasse com a bola, ainda que em seus domínios. 

       Apostando as fichas nas laterais, que contaram com atuações seguras de Léo Moura e João Paulo, o Fla foi mais incisivo. Nada que significasse um domínio evidente de jogo. Luxa outra vez optou por um time sem centroavante, prejudicando Eduardo da Silva, mas fortalecendo a primeira linha de marcação.

       Combatendo o ataque e distribuindo bem a bola na metade do gramado, o atual campeão se valeu disso para achar Gabriel antes de sofrer falta. Os mais exaltados pediram pênalti. No desenrolar da cobrança, Victor Cáceres, o jogador mais regular desde que Vanderlei voltou à Gávea, subiu e fez. 

       Luz vermelha. Em torno do Maracanã e na cabeça do treinador. Sai Canteros; entra Amaral. Mais que nunca, o Fla passou o recado: "Conseguimos o objetivo". Isso é feio? Não quando se tem um time feio, que, mesmo assim, se aproveita de lampejos. Gabriel deu cor à zaga atleticana. Só não se esperava que ele saísse dos contornos desenháveis até encontrar Josué, que fez falta de cabeça. Dentro da área. Chicão bateu e trouxe a vantagem. 

       Vantagem? As principais vantagens do Flamengo atual são o entendimento do que cada um pode render e a unificação do discurso. Todos os jogadores transmitiram a ideia que o "pofexô" tem na caixa dele hoje e que havia sido citado na coletiva. Palavras como "confusão", "prioridade" e "humildade" foram lições de casa. Assim como o resultado no Maracanã.

  

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Fla x Galo: Uma semi massa das massas!

       O último pensamento antes do travesseiro foi este: que semifinal de massa! O Galo só chegou lá por causa da apaixonada e apaixonante torcida que tem empurrando ao som de "Eu acredito!", que ecoou mais forte com a escolha do Mineirão.

       O Mengo, se não empolgou ontem, vem sendo carregado pela Nação desde a chegada do "Pofexô", justamente contra o Atlético. Com pouco mais de 40 mil pessoas no Maraca, o Rubro-Negro jogou com a lei do menor esforço e, sofrendo, foi o que menos sofreu na noite.

       Fla e Galo remontam confrontos os quais amam ser lembrados por torcedores de ambas as partes. Pergunte ao rubro-negro mais próximo qual o adversário preferido dele sem considerar os cariocas. Faça o mesmo com atleticanos. Com Campeonato Brasileiro e Taça Libertadores no histórico de decisões, viradas e polêmicas, a Copa do Brasil quase não é lembrada, mas tem seu capítulo reservado.

       Foi em 2006, ano em que o Flamengo conquistou seu segundo título do torneio. Os times se enfrentaram pelas Quartas de final e o Fla não tomou conhecimento do time mineiro na primeira partida. 4 a 1 no Maracanã, vantagem suficiente para empatar sem gols no jogo da volta, no Mineirão.

       Em 2014, o Fla tenta o tetra e o bi consecutivamente, enquanto o Galo vai em busca da conquista inédita. A disputa, com data marcada para o próximo dia 29, começa mesmo na próxima sexta-feira, quando serão sorteados os mandos de campo. 

       Com duas torcidas que carregam o time, a ordem dos mandos pode ser o começo de uma sentença de eliminação e a certeza de que não há favoritos. Não pelo que se vê dentro de campo, mas pela capacidade das massas transformarem resultados. Será, sim, uma semifinal das massas! 

       

       

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

De vitórias e vi(c)tores

Tão acostumado a vitórias, o Flamengo se viu refém duplamente neste fim de semana por um nome cujo significado é vencedor. Mais cedo, na Arena da Barra, o time mais vitorioso do basquete brasileiro duelou com o hexacampeão europeu Maccabi Tel-Aviv tendo de vencer por três pontos.

Só sobrou quando Vitor Benite colou no ótimo Pargo, americano exímio chutador de três pontos. Em cima dele, Vitor o impediu no último quarto, quando o Fla abriu 10 pontos e se sagrou campeão mundial de Basquete (Fiba).

Mais tarde, sem outro Vi(c)tor, o Fla se mostrou defensivamente desequilibrado. Desta vez na Fonte Nova, onde o time de Vanderlei Luxemburgo fora inconsistente em boa parte dos 90 minutos. Luz de alerta. Era Cáceres, o paraguaio que ostenta uma série de 10 jogos sem perder, sendo ainda substituído quando o Rubro-Negro vencia o Palmeiras.

Para um time que é magnético por vitórias, não se estranha a dependência por jogadores com mesmo radical com variações linguístico-geográficas.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Levantou Poeira

Quarta-feira à noite, jogo contra o Atlético Mineiro, promessa de casa cheia. Não há como não lembrar de 2003. Se a memória ainda ajuda sem o Google, foi em uma quinta-feira de novembro que pude compreender a rivalidade entre o Urubu e o Galo. Naquela noite, meu pai viajava a trabalho e o rádio era a única companhia. Nas ondas dele, com Luiz Penido, vibrei com Andrezinho e Zé Carlos virando o jogo nos minutos finais ao som de "Levantou poeira" no Maraca. 3 a 2!

Desde então, jogo contra o Atlético tem que ser levado a sério. O desta quarta foi. Carregados pela torcida, em considerável inferioridade em relação a 2003 pelo padrão das arenas, o Fla viu que sua maior força neste campeonato vem das arquibancadas. Mais de 40 mil rubro-negros pagaram pra ver. 

Em campo, disposição, raça, organização defensiva e pouquíssima qualidade no campo ofensivo. Cáceres e Canteiros cercavam como típicos volantes, mas na tomada de bola, nada de continuidade. Foi então que, subitamente, após um lance de perigo, aos 10 minutos do segundo tempo, a Nação entendeu que ela precisava ser a continuidade. 

Perdendo por 1 a 0, o rubro-negro sufocou mais pelo barulho que pela confiança. Aos 20, Eduardo da Silva, ou só Eduardo - talvez Eduardovic - entrou na área e foi derrubado. Pênalti. Léo Moura, contando com o "Sobrenatural de Almeida", deixou tudo igual. 

Se a massa já se fazia ecoar, o volume aumentou. A intensidade também. Bastaram 5 minutos de espera para que o croata desempatasse. A polivalência que vinha das arquibancadas era suficiente para atuar defensivamente em campo, coordenando movimentos de ataques sonoros fora dele.

Uma vez mais contra o mesmo Atlético-MG, o Maracanã testemunhou que a torcida do Flamengo levantou poeira e que, com ela, o time é muito capaz de dar a volta por cima.



quinta-feira, 24 de julho de 2014

E agora, professor?

O Flamengo, poucas vezes nos últimos 5 anos, viveu uma semana tão conturbada. Com um detalhe: ela está a 2 dias e algumas horas de acabar. Desde a previsível derrota e do imprevisível futebol apresentado foi um combo de ações impensadas. Agressão a jogador, rescisão comunicada e desmentida, diretor de futebol "não sabendo" da dispensa ao jogador, Presidente do clube garantindo a permanência do jogador e do técnico. Três longos dias depois, demissão em comum acordo e Ney Franco, com 7 partidas sem vitória, desejou sorte ao clube. De todos os envolvidos, a parcela dele é a menor, o que não significa que seja pequena.

Na mesma manchete que anunciava a demissão, estava o nome do "novo técnico": Vanderlei Luxemburgo. Racionais e passionais fervilharam suas opiniões e este escritor, que veste as mesmas cores de Luxa quando ele não tem comissão técnica ativa, listou pontos positivos e negativos que a contratação pode render ao Fla,  que já soma seis técnicos em 19 meses.

A favor:

1) Luxemburgo sabe o que é um time grande. Está acostumado com a pressão e tem como motivação o fato de voltar a fazer um trabalho em que se destaque.

2) É, antes do profissional, torcedor e sócio do clube. De alguma forma, isso mexe com ele, que nunca escondeu a preferência.

3) Vai comandar um time sem estrelas. Sempre criticado pelo ambiente desgastante com craques, o professor pode ter a autonomia que já não tinha em 2012, mesmo com a classificação do time à Taça Libertadores.

4) Em 2010, quando iniciou a última passagem pelo clube, o treinador assumiu o time em uma situação não muito diferente. Ameaçado e no Z-4, Luxa conseguiu salvar o clube e seguiu no trabalho por mais uma temporada em que também foi bem.

5) Tem o respaldo de pessoas importantes dentro do clube e contará com uma eventual paciência da diretoria. Ao que parece, terá tempo para trabalhar.

Contra:

1) O fato de ter sido o principal eleitor de Patrícia Amorim não foi tão digerido pelo atual presidente, que se mostrou aberto a mudanças, mas pode exigir além do que fez com os outros técnicos.

2) Alguns jogadores que estavam com ele entre 2010 e 2012. Resta saber se eles participaram da fritura que tirou-o do Fla. Alterações, neste caso, são fundamentais.

3) Se Luxa for bem, o Flamengo estará diante de um dilema: Como dar carta branca à montagem do elenco a um técnico acostumado a montar times caros tendo o discurso e a prática da austeridade?

4) A longo prazo, Luxa não tem rendido. Seria ele um bombeiro?

5) A desconfiança com o seu auxiliar. Embora, na teoria, o auxiliar não tenha papel importante, na prática ele pode alertar sobre circunstâncias pontuais e Luxemburgo passa a impressão de que está oferecendo um cargo de estagiário a Deivid.

O que pesará mais? Só saberemos quando chegar o fim. Do campeonato, ou do contrato, que tem rescisão baixa pelos padrões Luxemburgo. E agora, professor?

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Da beira ao caos após 45 dias: Salve-o se puder

Três zagueiros, dois destros, dois canhotos, um volante, um atacante de velocidade e o 9 típico. Elogios à forma de trabalhar, releases bonitos, treinos puxados. De longe, não parecia que o Flamengo de Ney Franco ocupava a 19ª posição. Tudo estava muito hospitaleiro, tranquilo, sereno para ser Flamengo. A Alemanha e suas cores não poderiam fazer milagres.

O jogo contra o Atlético Paranaense mostrou que faltou pólvora ao clube que faz de um copo cheio de água, um dilúvio, quando todos os flashes estavam na Holanda na Gávea. Mostrou também que fazer isso agora só tornará a situação ainda mais delicada.

Aos que postam a ridicularização da posição em que o time ocupa no campeonato em redes sociais, uma dica: Até a barba do treinador cresceu mais que o futebol do Flamengo nestes 45 dias. Treinador que, diga-se, converge todas as matérias e títulos à relação com a música de sua autoria. Inclusive este. Também pudera: são 3 empates e 3 derrotas nesta segunda passagem. Mas a culpa é dele?

O Flamengo entrou em campo evidenciando falta de qualidade técnica, que é quase uma doença crônica. Por mais que você trate, ela volta e pode piorar a situação. Piorou. De penúltimo para último. "Em 2007, estivemos perto disso", dirão os mais exaltados. Fábio Luciano e Roger - em boa forma - deram novo espírito ao clube, cabe lembrá-los.

A atuação de ontem não deixa sequer uma pequena impressão de que haverá reversão no quadro. O caos está muito além da beira. Talvez, Eduardo da Silva e Canteiros não sejam tão salvadores quanto o torcedor queira. Porque esperar, neles, a redenção pode significar o fundo.