terça-feira, 30 de novembro de 2010

Quem espera sempre alcança

Se 2009 já foi memorável para a torcida tricolor, 2010 reserva um final cinematográfico para o tricolor. Lá, onze jogos sem perder e a degola por um fio na última rodada; aqui, liderança bem encaminhada e controlada para o bi.

A luta mudou de extremo, mas não mudou de guerreiro. Fred, o comandante do milagre tricolor, ficou praticamente fora de combate na missão 2010 e vieram novos guerreiros. Uns internacioinais; outros, presentes em território rival. Mas nenhum deles correu, lutou, se atirou, atirou e guardou.

Um guerreiro conhecido da torcida e que veio de terras onde a raça é o princípio para se entrar em campo. Dario Conca achou seu espaço no meio-campo e na história do Fluminense em 2010. Talvez por ter encontrado um técnico que priorize os resultados. Prático e objetivo, como o argentino que desfilou bom futebol neste ano.

Por falar em técnico, palmas para o professor! Não sabemos - e nunca saberemos - porque, realmente, ele não aceitou o convite da CBF, ou porque o clube não o liberou, mas o fato é que a permanência dele em 38 rodadas e a visão de que seriam - e foram - dois campeonatos distintos foram decisivos para que o clube carioca estivesse onde está a uma rodada do fim.

Por isso, a torcida, 26 anos depois, pinta o verde ainda mais de esperança e espera afastar a zebra do engenhão no próximo domingo, porque acreditou em Muricy, Conca, em todos os guerreiros. E quem acredita, ou melhor, quem espera sempre alcança!



domingo, 21 de novembro de 2010

Ele me mata, me maltrata de emoção no coração

Sem primeiro tempo. Com compromissos inadiáveis com Deus e a igreja, rstou-me saber o resultado por telefone. " 1 a 1", disse o papito, com ar de preocupação, ao telefone. Chuva. Sem chances de chegar ao local do jogo, onde cada 90 minutos são de um jeito, liguei novamente. 5 minutos depois, "2 a 1"Flamengo! Mesmo assim, preocupação era sentida pelo telefone. "Será que está tão difícil"? Penso, de longe. Penso tanto que, ao conversar comigo, minha amiga percebeu que não estava ali, nem de corpo presente. Que aflição! Aproveitamos o intervalo pra ir em casa trocar de cadeira, já que a motorizada não pode tomar chuva. Trocada, partimos. Chuva. Achamos um lugar reservado aos deficientes - finalmente ninguém parou por lá - e a água caía. Chuva. No trajeto carro/restaurante, pensei que seria exatamente assim. Na raça, no coração, como tomar aquela chuva. Todo esforço seria feito. Começa o segundo tempo e, MEU DEUS! Que tensão. Não... Não era final, mas a nação encarou como se fosse. 45 minutos de chutão, marcação firme e algumas chances de gol. Tem que jogar como time pequeno às vezes. Sem vergonha nenhuma. Enquanto isso, mão cobrindo a boca, intacto, sem falar nada, sem reação nenhuma. Os olhos que viram o Hexa, viam, um ano depois, um time focado em não cair. O tempo não passava. Ou o operador eletrônico da Globosat era vascaíno! "Sai que é sua, Lomba!", mentalizava a cada bola cruzada. No calçadão, Guarani no ataque e um efusivo "Sai, zica!" que parece ter funcionado. Ela tinha que sair mesmo. Até o Zico já saiu. Marquinhos por Kleberson. Boa, professor! Ele vai segurar a bola lá na frente. Pet por Diogo,e alguém na minha frente reclama: Pet agora não! Queria quem o cara-pálida? Negueba? Na primeira bola, " Oh, o Pet, Oh o Pet" cantava o dono do bar, levando o sérvio. Deve ter faltado mais uma frase pro terceiro gol. " Se faz, é um busto na gávea", disse o outro rubro-negro a frente. É mesmo! 30 minutos de jogo, por aí, falta lateral pro Guarani. Pelo que ouvi, havia sido falha do Lomba no gol bugrino. Medo da nação. Baiano cruzou na cabeça de alguém na área e a bola passou muito perto pra nós e muito longe pra eles. Maldonado, Léo, Maldonado, Juan, Maldonado. De pé em pé, o Fla entendeu que o jogo era esse. Toca e deixa que o Greenwich cuida do resto. Sempre tem mais um frio. Renato erra o contra-ataque e tome cruzamento pra área. Falta no herói Angelim, que a pouco perdera a chance de ser, de novo, consagrado. Bola no Diego Maurício, o herói da vez. Proteção. Bola na lateral ofensiva. Chute pro alto. Levantou os braços - FINALMENTE. FESTA! COMEMORAÇÃO! ALÍVIO! A nação é gigante. Alguém duvida? Estamos imunes ao retrovirus segunda divisão porque sabemos que Ele nos mata, nos maltrata de emoção no coração! "Tenho tanta coisa pra fazer essa semana" " Agora o Flamengo ganhou, você fica mais animado!" Realmente, mãe sabe tudo!


Saudações Rubro-Negras ou Saudações, Rubro-Negros! Estamos onde sempre estivemos e estaremos!


Diego Maurício - DM aos twitteiros

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O Primeiro dos Moicanos


É inegável a trajetória brilhante de Leonardo Moura com a camisa do Flamengo. Depois de Maurinho ( bate na madeira), Alessandro ( aquele que torce no gol do Tri) e outros caneleiros pela direita, o time da gávea encontrou uma solução. E foi em 2005.

No começo, como todo jogador que veste rubro-negro, a torcida ficou ressabiada. Seria um ponto de interrogação, ou de afirmação? Foi, literalmente, um ponto final para o problema do Flamengo e muitas reticências e exclamações para a carreira do atleta.

De lá pra cá, Léo conquistou com o Flamengo a Copa do Brasil em 2006, o tricampeonato estadual, 2007, 2008 e 2009, além do inesquecível Hexacampeonato, também em 2009. Entretanto, o que marca a passagem de Léo Moura pelo Fla não são os títulos, mas a regularidade do moicano mais querido do Brasil. É impressionante a velocidade, a explosão e o dinamismo que ele sempre deu ao time do Flamengo, mostrando que não veio por acaso e, por isso, chegou à seleção brasileira.

Léo é, atualmente, o símbolo rubro-negro em campo. Capitão do time, ele assume o posto merecidamente e tem atitudes que confirmam isto.

Quer ver só: Na vitória diante do Atlético-Go, Léo reuniu a rapaziada e fechou um circulo, demonstrando a consciência do resultado.

Cinco anos depois, o VERDADEIRO CAPITÃO LÉO completa 300 jogos pelo mais querido!

É ou não é, o primeiro dos moicanos?

sábado, 25 de setembro de 2010

Dorival: Um aluno arrojado


Sabe aquele CDF da turma que você não aguenta mais o sucesso e os resultados eficientes dele? Assim é Dorival Júnior.


Mas se tudo fosse flores, o aluno passaria direto, sem ressalvas ou recuperação. E seria mesmo. Mas, sabe aquele trabalho que você passou o tempo todo se dedicando e sabe o que fazer de ponta a ponta e, por isso, decide a sua parte na apresentação? Pois é, o aluno rebelde quis apresentar algo que ele não tinha estudado e garantiu que tiraria nota 10.


Resultado? Brigas e ocorrência para diretoria. Lá, ficou decidido que, como o aluno aplicado fez quase tudo, o outro teria o direito de decidir. E foi assim que a diretoria consentiu que Dorival Júnior ficasse com nota baixa no terceiro bimestre, mesmo depois de fazer a turma brilhar.

Temendo que o outro aluno continuasse prejudicando-o, Dorival optou por uma escola tradicional, mas com visíveis erros.


Por isso, lá, terá que mostrar que é bom num ensino de péssima qualidade, em que o aluno Diego Souza entra na última aula e é expulso. As más línguas ainda dizem que os alunos, ao se mostrarem frágeis, não tem merenda, uniorme e transporte no dia coreeto. A escola atrasa 10 dias, mais ou menos.


Dorival, muito convicto de sua capacidade, aceitou o desafio para salvar os bimestres restantes, além de ajudar os colegas a não serem reprovados.


Ousadia? Talvez isso mostre o erro cometido pelo colégio mais bem-sucedido.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O Motor do Flu Engasgou?

Não. O Fluminense não está na Superleague Formula, mas a nova 'máquina' tricolor parece estar com problemas na estrada. Com 5 pontos nos últimos 12 disputados, o Flu constata aquilo que se mostra cada vez mais claro: um ataque produtivo e uma defesa fraca.
Fernando Henrique gosta de se mostrar nas pontes, nos gestos depois das defesas e na máscara que está sobre ele; Leandro Euzébio e Gum são zagueiros normais, o que não é suficiente para se manter na ponta.
O Tricolor carioca depende, então, que o excelente ataque funcione duas, ou três vezes no jogo. Entretanto, Muricy não acha um substituto para Emerson e fica entre o cansaço e o peso, numa eventual troca. Optando por qualquer situação, o ataque do Flu está imóvel no segundo tempo e o time vê, no retrovisor, Corinthians, Santos e Internacional - com um jogo a menos.
Nesta altura do campeonato, parar no meio da estrada não é nada positivo. Então, Flu, o carro está desacelerando?

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ibra: Mágico ou Ilusionista?



Quando Zlatan Ibrahimovic apareceu no Ajax, ninguém duvidou de que ali existia um jogador promissor vindo da Suécia. Belas jogadas, ousadia e frieza fizeram os dirigentes de Turim abrirem os olhos nos países baixos e contratarem o atacante.

Por lá, Zlatan conquistou o Calccio, mas fez parte do time que foi punido pela federação italiana. Resultado: Máximo Moratti apareceu com os olhos (já) grandes e o levou para a Inter. No Giuseppe Meazza, Ibra comandou o time azul e preto de Milão em três, dos quatro títulos consecutivos, mas tropeçou na Champions League. Mesmo assim, levou o apelido de "Ibracadabra".

Juan La Porta viu a mágica no futebol do sueco e Ibra viu, no time catalão, a possibilidade real de conquistar a Europa. Deu casamento!

Entretanto, as juras de amor parecem não ter sido verdadeiras. E não foram. Uma temporada depois, o camisa 9 ideal despediu-se para acertar a sua volta à Itália. Desta vez, pelo lado rubro-negro de Milão.

Há quem diga - e não são pucos - que Ibra rende mais quando ele é a estrela, o foco, o carregador do time. Outros afirmam que Ibra e a Itália se entendem bem, por isso, não houve adaptação ao Espanhol.

Galiani apostou, mas trouxe também Robinho, que se junta aos Rossoneros Pato e Ronaldinho e forma um ataque mágico. Resta saber se terá "Ibracadabra", ou um ilusionista de renome à disposição.

domingo, 29 de agosto de 2010

Foi MELHOR assim...

Calma, Rubro-negro. Não é ironia, nem brincadeira. A fatídica derrota, consumada em 2 minutos, pode, sim, fazer bem para o elenco da Gávea. O time sem desenvoltura ofensiva - e não é trocadilho com um tal Val - montado por Rogério Lourenço já passou da validade, e uma eventual vitória em Campinas poderia levar o Fla a precipícios ainda mais agudos.
Um time pragmático, com toques demorados na bola, posicionamento errado e sem chutes no gol não deve sonhar alto. Para ter esse direito, que é comum a cada flamenguista, é preciso que o time mude a filsofia de trabalho e adote, o mais próximo possível, a postura de um Flamengo que enxerga respeito e medo como palavras com significados muito distantes, como as são no futebol.
Essa rotina só será- e será - mudada se todos observarem o óbvio: Mais um Willians em campo, um Pet disponível em PARTE do jogo, um Renato adaptado, se é essa a justificativa, e um ataque produtivo.
Como fazer isso? O professor Silas deve saber e se mostra bastante disposto a ajudar o atual campeão brasileiro na busca, antes de tudo, por um jogo alegre, movimentado, compacto. Fantasmas me atemorizam ao relembrarem que isto é uma transição Dunga - Mano. Não queria avisar, mas é necessário:
NÃO É COMPARAÇÃO ENTRE FLAMENGO E SELEÇÃO.