No flamengo é assim: tridimensional. Começa normal, vira eufórico e torna-se megalomaníaco, seja na fase de brilho maior ou brilho menor.
Deve ser muita mania de grandeza, porque se fosse outra coisa, o Fla entraria em campo como franco atirador depois de 8 partidas sem vitória. Mas não: entrará sem poder errar, pressionado por duas forças gravitacionais e uma nação de 35 milhões de habitantes, que, por sua vez, também estarão pressionados. É que só eles sabem o peso do dia seguinte.
Um não entende de futebol, mas sabe que o Flamengo não ganhou. O outro esqueceu de comprar pão ontem, mas sabe o resultado do rubro-negro para marcar seu nome como coadjuvante na arte de se divertir com o torcedor flamengo.
E assim, escutando de tricolores, viceínos e chorofoguenses escutam que o bonde anda de ré e que o time parou na esquina.
Tudo isso se multiuplica, se redimensiona, se tridimensiona, quando os papeis se invertem. A vila e o épico 5 a 4 respondem por qualquer mortal.
Nessa amplitude de ser Flamengo, é hora de deixar o profundo de lado e jogar na simplicidade. E o Clube de Regatas consegue?
Têm um malabarista e uma torcida exigente, que o quer ver em alto nível até 2014. Tem a mania de ser maior, ainda que a fase seja diferente. Sobretudo, tem a árdua, mas boa, tarefa de se ressurgir!
Isto é ser Flamengo!
Topa?
Que bom, porque só os capacitados assumem esta missão.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Só Freud explica!

A campanha do Flamengo no campeonato brasileiro é um ensinamento humano. Não é espetacular, digna de aplausos e holofotes mil, mas traz algo que os psicólogos dizem ser o primeiro passo para o sucesso: reconhecer limitações próprias.
O professor (e psicólogo, quando lhe convém)Luxemburgo volta e meia dizia que o time estava em construção. E parecia mesmo!
Começo de temporada cheio de ego com Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho. Vencendo, mas não convencendo. Empatando uma aqui, outra ali, foi campeão invicto.
E, então, viu que o ego atrapalha. Aliás, o ego, a zaga e o ataque. Dependente da inexperiência dos marcadores e da ineficiência ofensiva, o Fla pós-título tropeçou no ceará.
Freios no bonde!
Reconhecer erros não significa corrigí-los, mas conviver com eles de forma que não se aprofundem, ou não te prejudiquem mais do que já te prejudicaram.
E assim, o Sigmund da Gávea trouxe Airton e Alex Silva. Resolveu? Não! Reconheceu? Sim!
Reconheceu que a zaga não vai ser experiente do dia pra noite e que é preciso jogar com a marcação no meio. Reconheceu, também, que, num esquema de um atacante, dois meias têm a obrigação de chegar na frente.
Ronaldinho reconheceu que estava fora do eixo quando foi vaiado contra o Botafogo. O time reconheceu que ele não é mais o melhor do mundo, mas pode ser o melhor do Brasil, por isso, bola nele. Luxa reconheceu que Angelim é mais zagueiro que todos os outros que já estavam.
Assim, reconhecendo suas limitações, o Fla tem uma campanha pra levantar o ego de qualquer torcedor. Até onde dura?
Só Freud explica!
sexta-feira, 6 de maio de 2011
"Bonde" ganha freio e uma parada dura
Não é de se estranhar a alcunha dada ao Flamengo, pelos próprios jogadores. Espanto é ver que o apelido é tão bem dado que até quando perde, o time ganha. Ganhou freios!
Talvez para acompanhar o ritmo de Rodrigo Alvim.
O que a torcida espera mesmo é um time com definições e agressivo. Vez ou outra, Deivid entra só no ataque. Quando não, aparece com Wanderley - o empregado - pra fazer dupla. Em que jogo? Ninguém sabe.
O isolamento tático de Ronaldinho SÓ prejudica o comportamento coletivo. Pode ser que Luxa resolva utilizá-lo como quarto homem, camisa 10 de fato. É o que falta!
A missão não é das difíceis, mas é ingrata. A receita está com o Fla e foi devidamente realizada na última visita. Gol no começo do primeiro e gol no começo do segundo, sempre sob a sombra de Wellinton e a imaturidade de David Braz.
Mais freiados, os rubro-negros chegam com a missão de enfrentar e, depois, medir forças, talvez, com o primeiro semi-finalista.
E agora, R10? O Flamengo será o Flamengo?
A conferir.
Talvez para acompanhar o ritmo de Rodrigo Alvim.
O que a torcida espera mesmo é um time com definições e agressivo. Vez ou outra, Deivid entra só no ataque. Quando não, aparece com Wanderley - o empregado - pra fazer dupla. Em que jogo? Ninguém sabe.
O isolamento tático de Ronaldinho SÓ prejudica o comportamento coletivo. Pode ser que Luxa resolva utilizá-lo como quarto homem, camisa 10 de fato. É o que falta!
A missão não é das difíceis, mas é ingrata. A receita está com o Fla e foi devidamente realizada na última visita. Gol no começo do primeiro e gol no começo do segundo, sempre sob a sombra de Wellinton e a imaturidade de David Braz.
Mais freiados, os rubro-negros chegam com a missão de enfrentar e, depois, medir forças, talvez, com o primeiro semi-finalista.
E agora, R10? O Flamengo será o Flamengo?
A conferir.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
A Rodada carioca e seus diagnósticos
Vi o Fla e o Bota; Ouvi o Vasco e vi parcialmente o Flu. Pela ordem dos jogos, em Macaé um Fla em construção, que viu um Thiago Neves nervoso por inaugurar a trajetória no rival do clube pelo qual ele foi formado. Jogou de costas pro gol, no ataque e não rendeu. Desorganizado após a expulsão do volante Felipe aos 18, coube ao Americano fechar todos os espaços. Coube a Luxemburgo o erro de substituir Egídio e recuar Renato. Perdeu forças. Aos poucos se encaixando, o recém-chegado Wanderley mostrou presença de área e desafogou para o time da gávea. Dois gols e 100% de aproveitamento!
Mais tarde, um Bota mordido. Talvez pelas possíveis discussões entre o 'loco' e 'a lenda'. Faltou, de fato, variação de jogadas, mas o Glorioso mostrou que estava afim de jogo e aí, foi fácil. Herreira, Abreu, Alessandro e Caio fizeram os gols. O lateral, aliás, foi ovacionado pela torcida e não parecia alvo de surtos noano passado. Desta vez, parece que chutou bem! 'Loco' fez sinal de positivo ao banco. Sem crise!
Ontem, o Vasco atestou sua fragilidade, desorganização, seu corpo-mole... Qualquer justificativa - sem redundância - não justifica o comportamento do time cruzmaltino. Com Carlos Alberto irrendível e Felipe sofrendo com o início de temporada, o Vasco não viu saídas e parece aguardar a saída de PC Gusmão, o que não acontecerá até o próximo Domingo.
Já o campeão brasileiro mostrou-se absoluto. De férias, os comandados de Muricy pareceram 'baixar o giro do motor' quando desejaram e, pelas laterais, garantiram o aproveitamento absoluto do tricolor das laranjeiras. Souza foi o melhor em campo e pode ser bem mais útil que o galático Deco.
Assim, as semifinais terão um representante do interior, que deve ser Resende ou Boa Vista, junto do incorporado Flamengo, do interessado Botafogo e do acomodado Fluminense. Vasco? Só na Taça Rio!
Mais tarde, um Bota mordido. Talvez pelas possíveis discussões entre o 'loco' e 'a lenda'. Faltou, de fato, variação de jogadas, mas o Glorioso mostrou que estava afim de jogo e aí, foi fácil. Herreira, Abreu, Alessandro e Caio fizeram os gols. O lateral, aliás, foi ovacionado pela torcida e não parecia alvo de surtos noano passado. Desta vez, parece que chutou bem! 'Loco' fez sinal de positivo ao banco. Sem crise!
Ontem, o Vasco atestou sua fragilidade, desorganização, seu corpo-mole... Qualquer justificativa - sem redundância - não justifica o comportamento do time cruzmaltino. Com Carlos Alberto irrendível e Felipe sofrendo com o início de temporada, o Vasco não viu saídas e parece aguardar a saída de PC Gusmão, o que não acontecerá até o próximo Domingo.
Já o campeão brasileiro mostrou-se absoluto. De férias, os comandados de Muricy pareceram 'baixar o giro do motor' quando desejaram e, pelas laterais, garantiram o aproveitamento absoluto do tricolor das laranjeiras. Souza foi o melhor em campo e pode ser bem mais útil que o galático Deco.
Assim, as semifinais terão um representante do interior, que deve ser Resende ou Boa Vista, junto do incorporado Flamengo, do interessado Botafogo e do acomodado Fluminense. Vasco? Só na Taça Rio!
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Agora falta apertar o Play

Durante o jogo do Flamengo pela copa SP de Futebol, disseram: "o verdadeiro 10 é o que resolve. Dá a bola nele e ele ganha o jogo." Foi, de fato, assim com Pelé, Zico, Maradona e outros.
Ronaldinho chega ao Fla mudado de posição. Começou como "10", e virou ponta esquerda no Barça. Como ele jogará no Rubro-Nego? Em que nível? A idade pesará?
A contratação foi de peso e o esforço mais ainda. Agora, dentro de campo, tem que jogar por música.
Aperte o Play, R10!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Ao Mourinho, com afeto

Estas, talvez, seriam as palavras após a vitória sobre o Seongnam, que levou a Inter de Milão à decisão do mundial interclubes. Isto porque os Nerazurri jogaram no 4-2-3-1 que os consagraram com a 'tripleta' em 2009/2010, com Samuel Eto'o muito voluntarioso na marcação, atuando inúmeras vezes como lateral, ou meio-campo e com Pandev também ajudando no combate, embora sem a mesma qualidade.
Ironia ou não, a contusão de Sneijder tornou a Inter mais compacta, com equilíbrio maior no meio-campo. Com Cambiasso, Zanetti e Tiago Motta, o time de Milão obteve maior consistência defensiva e controlou o time coreano em grande parte do jogo.
A explicação pode estar no inteligente posicionamento de Stankovic, que não está mais com idade para marcar por 90 minutos, mas não se esconde do combate e acaba tornando-se mais um ajudante na busca pela bola.
O mesmo posicionamento permitiu ao sérvio a chegada para o primeiro gol italiano. Ali, a Inter mostrou como vencer um time inferior. 2 minutos e uma vantagem administrada desde o início.
Depois, foi só repetir o repertório de marcação e velocidade, com as chegadas dos meias centrais. Se Stankovic estava mais a frente, coube a Zanetti aparecer e tabelar com Milito e fazer um belo gol.
Daí em diante a Inter tinha a missão de ficar com a bola. E a fez! No segundo tempo, já com Muntari e Santon em campo, a Inter aumentou com Diego Milito, depois do chute de Eto'o e carimbou a vaga.
Quando Benitéz entendeu o que o português fez para tornar o time vencedor foi só comemorar. Pena que foram 13 pontos mais tarde no Calccio!
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Quem espera sempre alcança
Se 2009 já foi memorável para a torcida tricolor, 2010 reserva um final cinematográfico para o tricolor. Lá, onze jogos sem perder e a degola por um fio na última rodada; aqui, liderança bem encaminhada e controlada para o bi.
A luta mudou de extremo, mas não mudou de guerreiro. Fred, o comandante do milagre tricolor, ficou praticamente fora de combate na missão 2010 e vieram novos guerreiros. Uns internacioinais; outros, presentes em território rival. Mas nenhum deles correu, lutou, se atirou, atirou e guardou.
Um guerreiro conhecido da torcida e que veio de terras onde a raça é o princípio para se entrar em campo. Dario Conca achou seu espaço no meio-campo e na história do Fluminense em 2010. Talvez por ter encontrado um técnico que priorize os resultados. Prático e objetivo, como o argentino que desfilou bom futebol neste ano.
Por falar em técnico, palmas para o professor! Não sabemos - e nunca saberemos - porque, realmente, ele não aceitou o convite da CBF, ou porque o clube não o liberou, mas o fato é que a permanência dele em 38 rodadas e a visão de que seriam - e foram - dois campeonatos distintos foram decisivos para que o clube carioca estivesse onde está a uma rodada do fim.
Por isso, a torcida, 26 anos depois, pinta o verde ainda mais de esperança e espera afastar a zebra do engenhão no próximo domingo, porque acreditou em Muricy, Conca, em todos os guerreiros. E quem acredita, ou melhor, quem espera sempre alcança!
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