segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Saúde, Flamengo!



É como uma relação de amor. Você espera e, quando é atendido, espera que aquilo aconteça todas as vezes da mesma forma como da primeira vez. Quando não acontece, culpa o outro e questiona: "se foi assim, porque não pode ser denovo?"
Talvez porque o momento é outro, a motivação é outra e a expectativa é outra.
É como uma relação de amor. Você diz que ama - e ama mesmo -, mas se não cumpriu o que prometeu, pronto. Jura não querer saber sobre por uma semana, mas bastam 5 minutos - quando muito - para que tudo volte ao mormal.
É como uma relação de amor. Você nunca se esquece do primeiro encontro, do primeiro encanto, so primeiro beijo, e mais, nunca se esquece da primeira vez em que visitou sua casa.
É como uma relação de amor. Do mais feliz ao mais triste, você está ali, às vezes na impotência por não ajudar, outras na supercapacidade de empurrar. Sabe porque pode ser uma relação de amor?
Porque esta história tem dois lados: o povo e o clube.
Há de se discutir a data, mas a popularidade pede que se festeje em um feriado carregado de significações para o país e para o povo. República seignifica coisa pública.
E foi. Um time que foi abraçado por treinar na Central do Brasil logo deu amostras de que buscava alguém para o sustentar. O povo, cansado de clubes sociais, viu uma oportunidade única de se aproximar do futebol.
Eis que a relação é construída. E é assim, em cada um. Em cada tempo.
1995, Flamengo e Fluminense no Maracanã. Centenas de quilômetros dali, a decisão foi tomada: ser Flamengo. Inflamado pela certeza de conquistar o primeiro título, veio a dor. Que dor!
No primeiro encontro, a frustração. Motivo certo para terminar o que havia começado dali a 90 minutos. Seria, se não fosse o amor.
E nesta relação multifacetada de sentimentos, não importa quem esteja. Importa quem seja. E quem é sabe que as alegrias são abundantemente maiores que as frustrações, que nem são tão marcantes assim. Acostumou-se com a grandeza e, ela, nenhum abalo pode superar.
Quem é sabe que, quando o clube vai a campo, já está lá desde a concentração. Com bandeiras, camisas, chapéus, rituais e superstições se prepara para mais uma experiência na relação.
Quem é sabe que o clube investe sem ter porque sabe quem tem. E sabe o tamanho que é.
Hoje, o Clube de Regatas do Flamengo completa 116 anos acompanhado de uma nação e de uma história capazes de fazer com o que o futebol seja como uma relação de amor.

Saúde, Flamengo!

sábado, 8 de outubro de 2011

Ai, Jesus!



Lamartine Babo traduz bem o clássico, principalmente o deste Domingo, ao cantar: " No Fla-Flu é o ai, Jesus". Nelson Gonçalves também retrata a atmosfera do clássico eternizando que "o primeiro Fla-Flu existiu 20 minutos antes da criação do mundo".
As marcas literárias que confirmam o teor do Clássico dos clássicos dão um colorido ainda maior para a 28ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Frente a frente, os dois últimos campeões, acostumados a apertar o turbo quando a ladeira parece intranspassável. Ai, Jesus!
De um lado, a versão mais próxima da Máquina Tricolor. Do outro, a versão de uma máquina recém-lançada, ainda na versão Beta e que vem surpreendendo e se surpreendendo ao longo dos jogos. Ai, Jesus!
Os astros das companhias estão juntos, sim, mas em outra galáxia. Nem as máquinas podem trazê-los a tempo. O Tricolor, tantas vezes campeão, se lembrará de um dos títulos - o mais recente - na mesma nave e lamentará a ausência do camisa 9. O Rubro-Negro, que causaria um desgosto profundo se não existisse, teme que não exista, tamanha é a falta do seu camisa 10. Ai, Jesus!
Em jogo, a chance de mandar o rival para o espaço. Não o do título. O da frustração.
Só o Fla - Flu, para ambos, tem um peso excedente. Que lhes desculpem Vasco e Botafogo, mas um deu origem ao outro. É quase uma Guerra Civil. Ai, Jesus!
Os soldados Tricolores entram com os méritos de serem guerreiros, algo que lhes é senso comum, ao cumprirem a última missão no fim da batalha. Os soldados Rubro-Negros trazem as marcas das trincheiras, mas o triunfo na terra do inimigo, que apresentava ao seu exército um poderoso artilheiro. Ai, Jesus!
Fora do campo de batalha, mentores de agências secretas do futebol. Um retornara das terras guerrilheiras, depois de assinar contrato com alguma atencedência, e foi questionado. Era o que precisava! O outro assumira em tempos difíceis, onde o corpo de combate parecia se recusar a lutar, veio viu, venceu e pediu nomes de peso. A comandante atendeu. Será que atenderá às expectativas? Ai, Jesus!
Em um campo minado, Flamengo e Fluminense esperam que cada exército neutralize o inimigo para chegar ainda mais forte para mais um ano de honra ao mérito.
Por tudo isso, é, ou não é, o "Ai, Jesus!"

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A árdua, mas boa, tarefa de ser Flamengo

No flamengo é assim: tridimensional. Começa normal, vira eufórico e torna-se megalomaníaco, seja na fase de brilho maior ou brilho menor.
Deve ser muita mania de grandeza, porque se fosse outra coisa, o Fla entraria em campo como franco atirador depois de 8 partidas sem vitória. Mas não: entrará sem poder errar, pressionado por duas forças gravitacionais e uma nação de 35 milhões de habitantes, que, por sua vez, também estarão pressionados. É que só eles sabem o peso do dia seguinte.
Um não entende de futebol, mas sabe que o Flamengo não ganhou. O outro esqueceu de comprar pão ontem, mas sabe o resultado do rubro-negro para marcar seu nome como coadjuvante na arte de se divertir com o torcedor flamengo.
E assim, escutando de tricolores, viceínos e chorofoguenses escutam que o bonde anda de ré e que o time parou na esquina.
Tudo isso se multiuplica, se redimensiona, se tridimensiona, quando os papeis se invertem. A vila e o épico 5 a 4 respondem por qualquer mortal.
Nessa amplitude de ser Flamengo, é hora de deixar o profundo de lado e jogar na simplicidade. E o Clube de Regatas consegue?
Têm um malabarista e uma torcida exigente, que o quer ver em alto nível até 2014. Tem a mania de ser maior, ainda que a fase seja diferente. Sobretudo, tem a árdua, mas boa, tarefa de se ressurgir!
Isto é ser Flamengo!
Topa?
Que bom, porque só os capacitados assumem esta missão.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Só Freud explica!


A campanha do Flamengo no campeonato brasileiro é um ensinamento humano. Não é espetacular, digna de aplausos e holofotes mil, mas traz algo que os psicólogos dizem ser o primeiro passo para o sucesso: reconhecer limitações próprias.
O professor (e psicólogo, quando lhe convém)Luxemburgo volta e meia dizia que o time estava em construção. E parecia mesmo!
Começo de temporada cheio de ego com Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho. Vencendo, mas não convencendo. Empatando uma aqui, outra ali, foi campeão invicto.
E, então, viu que o ego atrapalha. Aliás, o ego, a zaga e o ataque. Dependente da inexperiência dos marcadores e da ineficiência ofensiva, o Fla pós-título tropeçou no ceará.
Freios no bonde!
Reconhecer erros não significa corrigí-los, mas conviver com eles de forma que não se aprofundem, ou não te prejudiquem mais do que já te prejudicaram.
E assim, o Sigmund da Gávea trouxe Airton e Alex Silva. Resolveu? Não! Reconheceu? Sim!
Reconheceu que a zaga não vai ser experiente do dia pra noite e que é preciso jogar com a marcação no meio. Reconheceu, também, que, num esquema de um atacante, dois meias têm a obrigação de chegar na frente.
Ronaldinho reconheceu que estava fora do eixo quando foi vaiado contra o Botafogo. O time reconheceu que ele não é mais o melhor do mundo, mas pode ser o melhor do Brasil, por isso, bola nele. Luxa reconheceu que Angelim é mais zagueiro que todos os outros que já estavam.
Assim, reconhecendo suas limitações, o Fla tem uma campanha pra levantar o ego de qualquer torcedor. Até onde dura?
Só Freud explica!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

"Bonde" ganha freio e uma parada dura

Não é de se estranhar a alcunha dada ao Flamengo, pelos próprios jogadores. Espanto é ver que o apelido é tão bem dado que até quando perde, o time ganha. Ganhou freios!
Talvez para acompanhar o ritmo de Rodrigo Alvim.
O que a torcida espera mesmo é um time com definições e agressivo. Vez ou outra, Deivid entra só no ataque. Quando não, aparece com Wanderley - o empregado - pra fazer dupla. Em que jogo? Ninguém sabe.
O isolamento tático de Ronaldinho SÓ prejudica o comportamento coletivo. Pode ser que Luxa resolva utilizá-lo como quarto homem, camisa 10 de fato. É o que falta!
A missão não é das difíceis, mas é ingrata. A receita está com o Fla e foi devidamente realizada na última visita. Gol no começo do primeiro e gol no começo do segundo, sempre sob a sombra de Wellinton e a imaturidade de David Braz.
Mais freiados, os rubro-negros chegam com a missão de enfrentar e, depois, medir forças, talvez, com o primeiro semi-finalista.
E agora, R10? O Flamengo será o Flamengo?
A conferir.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A Rodada carioca e seus diagnósticos

Vi o Fla e o Bota; Ouvi o Vasco e vi parcialmente o Flu. Pela ordem dos jogos, em Macaé um Fla em construção, que viu um Thiago Neves nervoso por inaugurar a trajetória no rival do clube pelo qual ele foi formado. Jogou de costas pro gol, no ataque e não rendeu. Desorganizado após a expulsão do volante Felipe aos 18, coube ao Americano fechar todos os espaços. Coube a Luxemburgo o erro de substituir Egídio e recuar Renato. Perdeu forças. Aos poucos se encaixando, o recém-chegado Wanderley mostrou presença de área e desafogou para o time da gávea. Dois gols e 100% de aproveitamento!
Mais tarde, um Bota mordido. Talvez pelas possíveis discussões entre o 'loco' e 'a lenda'. Faltou, de fato, variação de jogadas, mas o Glorioso mostrou que estava afim de jogo e aí, foi fácil. Herreira, Abreu, Alessandro e Caio fizeram os gols. O lateral, aliás, foi ovacionado pela torcida e não parecia alvo de surtos noano passado. Desta vez, parece que chutou bem! 'Loco' fez sinal de positivo ao banco. Sem crise!
Ontem, o Vasco atestou sua fragilidade, desorganização, seu corpo-mole... Qualquer justificativa - sem redundância - não justifica o comportamento do time cruzmaltino. Com Carlos Alberto irrendível e Felipe sofrendo com o início de temporada, o Vasco não viu saídas e parece aguardar a saída de PC Gusmão, o que não acontecerá até o próximo Domingo.
Já o campeão brasileiro mostrou-se absoluto. De férias, os comandados de Muricy pareceram 'baixar o giro do motor' quando desejaram e, pelas laterais, garantiram o aproveitamento absoluto do tricolor das laranjeiras. Souza foi o melhor em campo e pode ser bem mais útil que o galático Deco.
Assim, as semifinais terão um representante do interior, que deve ser Resende ou Boa Vista, junto do incorporado Flamengo, do interessado Botafogo e do acomodado Fluminense. Vasco? Só na Taça Rio!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Agora falta apertar o Play



Durante o jogo do Flamengo pela copa SP de Futebol, disseram: "o verdadeiro 10 é o que resolve. Dá a bola nele e ele ganha o jogo." Foi, de fato, assim com Pelé, Zico, Maradona e outros.
Ronaldinho chega ao Fla mudado de posição. Começou como "10", e virou ponta esquerda no Barça. Como ele jogará no Rubro-Nego? Em que nível? A idade pesará?
A contratação foi de peso e o esforço mais ainda. Agora, dentro de campo, tem que jogar por música.



Aperte o Play, R10!