Onze corpos desorientados. Não! Não é uma descrição vaga e sem sentido de "The Walking Dead" ou "Resident Evil". Foi o que o Flamengo apresentou ontem, diante de pouco mais de 60 mil pessoas no Maracanã.
Que o León tocava bem a bola e que tinha uma organização maior que a dos outros clubes do grupo era visível. Que o Flamengo desse território em um campo tão extenso como o Mário Filho, era - e foi - vexatório.
O time mexicano controlou 55% do tempo em que a bola esteve em jogo. (Que se registre: pouquíssimos foram os momentos em que houve catimba, cera, ou o que mais quisermos chamar de atraso no tempo de jogo). Até por isso, em nenhum momento o torcedor Rubro-Negro teve impressão de que o time venceria o duelo. É claro que, pela imprevisibilidade do futebol, poderia acontecer. Mas sem futebol para isso.
Apatia? Euforia? Ansiedade? Não. Pressa e desorganização, talvez. Sem a bola, isso piorou ainda mais.
Pareciam os últimos 90 minutos do mundo. E não foram. Temos mais 90 pela frente no domingo, com torcida ou sem torcida, mas com alma. Assim esperam os que vão ao Maracanã vingar a raiva, os que não vão pela raiva e os que ficarão em casa, com mais (ou menos) raiva.
À diretoria, o aprendizado. Mais um, dentre tantos desta gestão. É bem verdade que o orçamento do futebol precisaria e já estava planejado ser cortado e ninguém esperava a vaga. Entretanto, fica a lição de que, quando voltar, é preciso sangrar na janela de transferências. Seja por esses ou por quaisquer outros onze - ou 19 - em campo.
Qualificar é preciso. Conscientizar sobre o que representa jogar pelo clube também.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
terça-feira, 18 de março de 2014
As diferentes situações e o ponto-chave para o returno da Libertadores
Os clubes brasileiros têm uma rodada extremamente crucial para a sequência na Taça Libertadores. A primeira partida do returno pode - e deve - definir os posteriores fins de classificados e eliminados. No Maracanã, nesta terça-feira (18), o Botafogo tenta revidar a derrota sofrida pelo Independente Del Valle do Equador; é bem verdade que o time de General Severiano não deve ter maiores problemas em conseguir a classificação, mas está devendo tecnicamente, principalmente por ter optado pela priorização do torneio. Húngaro ainda não convenceu e, pior, parece não estar convencido do time.
O Grêmio vai à Argentina para enfrentar o melhor time daquele país no momento, segundo a opinião da maioria dos jornalistas: O Newel's Old Boys. O time comandado por Enderson Moreira passará pela maior prova desde a chegada do treinador. Mesmo assim, o Grêmio segue firme e, ao que tudo indica, deve passar de forma tranquila no grupo da morte desta edição do torneio.
Basta que o Atlético-PR repita, com um pouco mais de incidência, o futebol apresentado na última semana. Embora o grupo esteja embolado, caberá ao Universitário - PER a definição das vagas, em razão do número de pontos de perdidos para o time peruano. Por isso, os três pontos são mais que importantes.
O xará de Minas recebe o Nacional - PAR no horto. Em busca da melhor posição entre os classificados, a vitória talvez possa significar o fim - ou a trégua - da perseguição a Paulo Autuori e coloca o Galo em ótimas condições de ser líder e ter o direito do mando da volta no mata-mata. Fato com o qual a massa se acostumou em 2013.
O Cruzeiro tentará provar que está vivo e que só depende de suas forças para ter chances reais de classificação no Mineirão contra o fraco Defensor - URU. O time azul-celeste é o que mais tem decepcionado os torcedores e a crônica esportiva, por tudo aquilo que apresentou durante a campanha de 2013.
Já o Flamengo tem um desafio tão complicado quanto subir a montanha. Aos quase quatro mil metros de altitude, o aniversariante da semana, Jayme de Almeida, não poderá contar com Cáceres e Elano, contundidos. A pergunta é: será que o treinador poderá contar, de fato, com Amaral e Carlos Eduardo? Fazendo jus ao hino, vencer, vencer, vencer é fundamental para dar sequência no trabalho e, claro, para a sequência do clube na Libertadores.
As diversas situações parecem convergir em um ponto: é preciso saber jogar contra quem não tem o mesmo futebol que o brasileiro. 'Cair na deles' não é revidar às claras e dar motivos a expulsões, mas provocar no pé do ouvido, cutucar toda hora, gastar tempo quando estiver a frente no placar. Na América, futebol é mais do que a bola rolando.
O Grêmio vai à Argentina para enfrentar o melhor time daquele país no momento, segundo a opinião da maioria dos jornalistas: O Newel's Old Boys. O time comandado por Enderson Moreira passará pela maior prova desde a chegada do treinador. Mesmo assim, o Grêmio segue firme e, ao que tudo indica, deve passar de forma tranquila no grupo da morte desta edição do torneio.
Basta que o Atlético-PR repita, com um pouco mais de incidência, o futebol apresentado na última semana. Embora o grupo esteja embolado, caberá ao Universitário - PER a definição das vagas, em razão do número de pontos de perdidos para o time peruano. Por isso, os três pontos são mais que importantes.
O xará de Minas recebe o Nacional - PAR no horto. Em busca da melhor posição entre os classificados, a vitória talvez possa significar o fim - ou a trégua - da perseguição a Paulo Autuori e coloca o Galo em ótimas condições de ser líder e ter o direito do mando da volta no mata-mata. Fato com o qual a massa se acostumou em 2013.
O Cruzeiro tentará provar que está vivo e que só depende de suas forças para ter chances reais de classificação no Mineirão contra o fraco Defensor - URU. O time azul-celeste é o que mais tem decepcionado os torcedores e a crônica esportiva, por tudo aquilo que apresentou durante a campanha de 2013.
Já o Flamengo tem um desafio tão complicado quanto subir a montanha. Aos quase quatro mil metros de altitude, o aniversariante da semana, Jayme de Almeida, não poderá contar com Cáceres e Elano, contundidos. A pergunta é: será que o treinador poderá contar, de fato, com Amaral e Carlos Eduardo? Fazendo jus ao hino, vencer, vencer, vencer é fundamental para dar sequência no trabalho e, claro, para a sequência do clube na Libertadores.
As diversas situações parecem convergir em um ponto: é preciso saber jogar contra quem não tem o mesmo futebol que o brasileiro. 'Cair na deles' não é revidar às claras e dar motivos a expulsões, mas provocar no pé do ouvido, cutucar toda hora, gastar tempo quando estiver a frente no placar. Na América, futebol é mais do que a bola rolando.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
O 'Fico' de Hernane e uma lição para os homens da República
É inegável que um jogador se sinta mexido por ouvir 40 mil pessoas gritando 'Fica', antes, durante e depois do jogo. Mas a permanência de Hernane vai muito além da questão emocional, de dentro do campo, e chega na postura assumida pela diretoria rubro-negra desde o ano passado.
Ninguém é maluco o suficiente para, gerindo um clube com sérias dificuldades financeiras, aceitar uma proposta que traria aos cofres a bagatela de R$11 milhões aos cofres. O Brocador não é o suprassumo dos camisas 9 e todos, inclusive Bandeira e Walin, sabem disso. Daqui a pouco a fase pode acabar e os 41 gols uma temporada e 3 meses podem apenas ficar na memória.
Ou seja: a negociação tinha todos os fatores positivos para o clube e para o jogador, que receberia o triplo dos rendimentos na Gávea. Ou quase todos, pelo menos para a minoria dos dirigentes. Com os sinais dados, não seriam poucos, entre dirigentes que passaram pelo Flamengo, os que dispensariam Hernane do jogo da última quarta-feira e anunciariam com sorriso no rosto o êxito da negociação.
Entretanto, os carecas da gestão, acompanhados pelo dirigente jurídico de futebol do clube, Dr. Marcos Motta, se atentaram a um simples, mas imprescindível fator de sucesso em uma negociação: quais são as garantias de pagamento? Em que banco o Flamengo e os representantes de Hernane receberiam o dinheiro?
O Flamengo foi convicto ao dizer que só aceitaria liberar o atleta mediante a escolha de um banco americano ou europeu por parte do Shangai. Nada feito de lá, nada feito de cá.
A postura profissional do alto escalão rubro-negro só traz esperanças e episódios pontuais para que a torcida acredite que os bons ventos chegaram ao clube. Em outros tempos, pegariam o dinheiro para investirem em Elias e provocarem uma asfixia financeira maior que a atual.
Sobre a negociação, o Dr. Marcos Motta publicou no twitter na manhã desta sexta os motivos pelos quais o Flamengo recusou a proposta e a consequente venda do artilheiro:
"O clube chinês que fez a proposta pelo Hernane é péssimo pagador e faz parte da "lista negra" do nosso escritório. Opinamos pela não conclusão do negócio, que não apresentava, inclusive, qualquer garantia para as partes, Clube ou Atleta. A situação é diferente da proposta anterior de um clube do oriente médio. Naquela oportunidade o problema era o prazo - largo - para o pagamento. Sugerimos cuidado redobrado na China, Oriente Médio, Leste Europeu, Grécia e Turquia."
A explicação técnica do diretor jurídico do clube dá o tom da seriedade e da credibilidade presentes na atual gestão nestes quase 15 meses a frente do clube.
O 'Fico' do Brocador veio muito além de um Maracanã lotado. Veio de cabeças pensantes, gestoras e conhecedoras de mercado. Parece que a República - sim, embora não pareça - Federativa do Brasil precisa de aulas como essa.
Ninguém é maluco o suficiente para, gerindo um clube com sérias dificuldades financeiras, aceitar uma proposta que traria aos cofres a bagatela de R$11 milhões aos cofres. O Brocador não é o suprassumo dos camisas 9 e todos, inclusive Bandeira e Walin, sabem disso. Daqui a pouco a fase pode acabar e os 41 gols uma temporada e 3 meses podem apenas ficar na memória.
Ou seja: a negociação tinha todos os fatores positivos para o clube e para o jogador, que receberia o triplo dos rendimentos na Gávea. Ou quase todos, pelo menos para a minoria dos dirigentes. Com os sinais dados, não seriam poucos, entre dirigentes que passaram pelo Flamengo, os que dispensariam Hernane do jogo da última quarta-feira e anunciariam com sorriso no rosto o êxito da negociação.
Entretanto, os carecas da gestão, acompanhados pelo dirigente jurídico de futebol do clube, Dr. Marcos Motta, se atentaram a um simples, mas imprescindível fator de sucesso em uma negociação: quais são as garantias de pagamento? Em que banco o Flamengo e os representantes de Hernane receberiam o dinheiro?
O Flamengo foi convicto ao dizer que só aceitaria liberar o atleta mediante a escolha de um banco americano ou europeu por parte do Shangai. Nada feito de lá, nada feito de cá.
A postura profissional do alto escalão rubro-negro só traz esperanças e episódios pontuais para que a torcida acredite que os bons ventos chegaram ao clube. Em outros tempos, pegariam o dinheiro para investirem em Elias e provocarem uma asfixia financeira maior que a atual.
Sobre a negociação, o Dr. Marcos Motta publicou no twitter na manhã desta sexta os motivos pelos quais o Flamengo recusou a proposta e a consequente venda do artilheiro:
"O clube chinês que fez a proposta pelo Hernane é péssimo pagador e faz parte da "lista negra" do nosso escritório. Opinamos pela não conclusão do negócio, que não apresentava, inclusive, qualquer garantia para as partes, Clube ou Atleta. A situação é diferente da proposta anterior de um clube do oriente médio. Naquela oportunidade o problema era o prazo - largo - para o pagamento. Sugerimos cuidado redobrado na China, Oriente Médio, Leste Europeu, Grécia e Turquia."
A explicação técnica do diretor jurídico do clube dá o tom da seriedade e da credibilidade presentes na atual gestão nestes quase 15 meses a frente do clube.
O 'Fico' do Brocador veio muito além de um Maracanã lotado. Veio de cabeças pensantes, gestoras e conhecedoras de mercado. Parece que a República - sim, embora não pareça - Federativa do Brasil precisa de aulas como essa.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Faz tempo...
Hoje é um dia histórico para o torcedor botafoguense: o Botafogo de Futebol e Regatas volta a disputar uma partida válida pela taça Libertadores da América 18 anos depois. Não adianta argumentar que se trata da fase anterior a de grupos, pois a euforia dá um banho daqueles que só o futebol conhece.
Desde 1996, quando o glorioso fora campeão brasileiro, muita coisa mudou. Dentro do futebol e fora dele. O recuo ainda podia ser pego com as mãos, os acréscimos não eram mostrados a todos no estádio, existia "Golden Goal", a máquina do governo mudou de mãos, os Estados Unidos já viram as torres no chão e o primeiro presidente negro e tantas outras coisas.
Para eles, nem parece tanto tempo assim. Coincidentemente, na manhã do trabalho, tive a chance de me encontrar com dois botafoguenses no corredor. Ambos, certamente, eram muito crianças em 96. O sorriso no rosto e o alívio de "Ufa, chegou" estavam visíveis. Um deles bradou: "Seremos campeões." Disse que precisava voltar ao trabalho. Voltei, mas o entusiasmo dele me fez pensar o quanto tempo faz e como a diretoria deveria ter cuidado melhor desse time.
O que vai acontecer em Quito? Não sabemos. Tampouco na próxima semana. Mas essa semana mágica para o time de General Severiano não acontece faz tempo. Muito tempo!
Desde 1996, quando o glorioso fora campeão brasileiro, muita coisa mudou. Dentro do futebol e fora dele. O recuo ainda podia ser pego com as mãos, os acréscimos não eram mostrados a todos no estádio, existia "Golden Goal", a máquina do governo mudou de mãos, os Estados Unidos já viram as torres no chão e o primeiro presidente negro e tantas outras coisas.
Para eles, nem parece tanto tempo assim. Coincidentemente, na manhã do trabalho, tive a chance de me encontrar com dois botafoguenses no corredor. Ambos, certamente, eram muito crianças em 96. O sorriso no rosto e o alívio de "Ufa, chegou" estavam visíveis. Um deles bradou: "Seremos campeões." Disse que precisava voltar ao trabalho. Voltei, mas o entusiasmo dele me fez pensar o quanto tempo faz e como a diretoria deveria ter cuidado melhor desse time.
O que vai acontecer em Quito? Não sabemos. Tampouco na próxima semana. Mas essa semana mágica para o time de General Severiano não acontece faz tempo. Muito tempo!
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Um aluno relaxado
Há tempos faço uma comparação bastante prática, corriqueira na vida de milhares de milhões de pessoas e que, mesmo quem não fora constantemente assim, vez ou outra agiu dessa forma, para ilustrar a situação do Brasil diante dos mega-eventos esportivos. Trata-se de um aluno que tem duas provas na mesma semana.
Na dúvida entre se preparar para a primeira ou focar a segunda, quem nunca chegou mal preparado para, pelo menos, uma?
Pois é. O governo brasileiro aceitou o desafio. Copa do Mundo e Jogos Olímpicos em um intervalo de 2 anos. Inflamada pelo bom momento econômico pregado pelo mandatário e anestesiada pelo envolvimento patriota do brasileiro, a comitiva recebeu a matéria há 7 anos do teste. Sim! 7 anos!
No conjunto das disciplinas estava a construção de 12 estádios - embora seja simples, como outrora disse a sucessora -, a reforma de aeroportos, a construção de um trem-bala, infra-estrutura capaz de garantir uma mobilidade urbana à altura dos eventos. Fácil? Definitivamente não. Mas o assunto estava lá. Todos concordaram. E...
Quanto à copa, não é culpa dela a falta de educação - em todos os sentidos -, a precaridade de atendimento à saúde, a baixa qualidade de vida. Isso, na minha terra, chama-se falta de organização. Enumerar os não-cumprimentos do evento que poderia gerar um retorno financeiro pomposo, além de um legado sólido, é chover no molhado.
A comparação foi confirmada pelas imagens divulgadas na última semana. Pasmem! A quase 18 meses dos jogos olímpicos, o que vimos não foi nem um protótipo de um Centro Olímpico minimamente decente. O Brasil do crescimento, do baixo índice de desemprego, da propaganda da inclusão social na educação em horário nobre, parece ter se esquecido completamente da segunda prova. Quem usufruiu da Lagoa Rodrigo de Freitas disse não existir condições de se disputar uma prova por lá. Nem agora, tampouco nos jogos.
Você já foi assim? Ficou de recuperação? Mande um e-mail ao Palácio do Planalto. Não ficou? Envie o sufoco para o mesmo e-mail. Seu país pode estar se comportando como um aluno relaxado.
Na dúvida entre se preparar para a primeira ou focar a segunda, quem nunca chegou mal preparado para, pelo menos, uma?
Pois é. O governo brasileiro aceitou o desafio. Copa do Mundo e Jogos Olímpicos em um intervalo de 2 anos. Inflamada pelo bom momento econômico pregado pelo mandatário e anestesiada pelo envolvimento patriota do brasileiro, a comitiva recebeu a matéria há 7 anos do teste. Sim! 7 anos!
No conjunto das disciplinas estava a construção de 12 estádios - embora seja simples, como outrora disse a sucessora -, a reforma de aeroportos, a construção de um trem-bala, infra-estrutura capaz de garantir uma mobilidade urbana à altura dos eventos. Fácil? Definitivamente não. Mas o assunto estava lá. Todos concordaram. E...
Quanto à copa, não é culpa dela a falta de educação - em todos os sentidos -, a precaridade de atendimento à saúde, a baixa qualidade de vida. Isso, na minha terra, chama-se falta de organização. Enumerar os não-cumprimentos do evento que poderia gerar um retorno financeiro pomposo, além de um legado sólido, é chover no molhado.
A comparação foi confirmada pelas imagens divulgadas na última semana. Pasmem! A quase 18 meses dos jogos olímpicos, o que vimos não foi nem um protótipo de um Centro Olímpico minimamente decente. O Brasil do crescimento, do baixo índice de desemprego, da propaganda da inclusão social na educação em horário nobre, parece ter se esquecido completamente da segunda prova. Quem usufruiu da Lagoa Rodrigo de Freitas disse não existir condições de se disputar uma prova por lá. Nem agora, tampouco nos jogos.
Você já foi assim? Ficou de recuperação? Mande um e-mail ao Palácio do Planalto. Não ficou? Envie o sufoco para o mesmo e-mail. Seu país pode estar se comportando como um aluno relaxado.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Pep e seu ensinamento sociológico
Reformular opiniões, verificar conceitos e rever posições são atributos louváveis em qualquer ser humano. Eu os possuo e agradeço a Deus por isso.Tudo muito sociológico para um blog de futebol, sobretudo em tempos que o esporte tem se tornado mais jurídico que qualquer outra coisa.
Mas foi isso que me aconteceu desde 2010 e teve fim nesta terça-feira, 18/12/2013. Teimosamente, diga-se de passagem. O alvo era Pep Guardiola e o superbarça. Incontestáveis naquele ano. Será que no plural? Para mim, não. O time catalão trazia consigo a mesma base por 2 anos - quase 3 - e já se conhecia dentro de campo. Nada mais natural que trabalharem a bola sistematicamente como vimos. O técnico, então, era um mero coadjuvante, como viera a ser Carpegiani em 1981, comandando a companhia de Zico.
Tudo era tão trabalhado no Barça que Pep Guardiola parecia apenas ser um espectador privilegiado, pensava este que o escreve. Até que o catalão assumiu o tão competente quanto, Bayern de Munique. O implicante aqui tinha como justificativa própria o fato de que era fácil assumir um time multicampeão. E é. O problema está na eficiência de se implantar o esquema de jogo de um time em outro. E Guardiola tem conseguido isso dia a dia.
Já não estou mais convencido de que era só o Barça que jogava pelas próprias pernas (habilidosíssimas, de Xavi, Messi e Iniesta). Os alemães jogam no mesmo ritmo, com toques curtos e aproximações em velocidade, cercam o adversário, atacam pressionando o tempo todo. É frenético o ritmo do atual campeão europeu.
Como eu entendi o mesmo esquema? Rafinha e Allabah ultrapassam os meias a todo momento. Phillip Lahm, veterano que é, cadencia um meio-campo com Kross (ora, Robben), Ribery, (ora Schweinsteiger) Tiago Alcântara e Müller (ora, Götze). Tudo sincronizado!
Alcântara parece ser a peça-chave dessa nova fase. Já está inteiramente habituado com o estilo do treinador. O catalão ainda mostrou mais uma qualidade que não tínhamos descoberto - e aí não por implicância, mas por falta de opções no Barcelona: abandonar o falso 9. Mandzukic é muito importante para a proposta de jogo do Bayern.
O romântico treinador, admirador explícito do futebol brasileiro e da seleção de 82, dá mostras mais que sociológicas de que reconhecer o trabalho de alguém e mudar de opinião não fazem mal a ninguém diante da constatação dos fatos. Aliás, muito pelo contrário.
Nota: Muito obrigado a você que ajudou este blog a atingir a marca de 2000 visualizações! Continue por aqui e comente na caixinha abaixo.
Mas foi isso que me aconteceu desde 2010 e teve fim nesta terça-feira, 18/12/2013. Teimosamente, diga-se de passagem. O alvo era Pep Guardiola e o superbarça. Incontestáveis naquele ano. Será que no plural? Para mim, não. O time catalão trazia consigo a mesma base por 2 anos - quase 3 - e já se conhecia dentro de campo. Nada mais natural que trabalharem a bola sistematicamente como vimos. O técnico, então, era um mero coadjuvante, como viera a ser Carpegiani em 1981, comandando a companhia de Zico.
Tudo era tão trabalhado no Barça que Pep Guardiola parecia apenas ser um espectador privilegiado, pensava este que o escreve. Até que o catalão assumiu o tão competente quanto, Bayern de Munique. O implicante aqui tinha como justificativa própria o fato de que era fácil assumir um time multicampeão. E é. O problema está na eficiência de se implantar o esquema de jogo de um time em outro. E Guardiola tem conseguido isso dia a dia.
Já não estou mais convencido de que era só o Barça que jogava pelas próprias pernas (habilidosíssimas, de Xavi, Messi e Iniesta). Os alemães jogam no mesmo ritmo, com toques curtos e aproximações em velocidade, cercam o adversário, atacam pressionando o tempo todo. É frenético o ritmo do atual campeão europeu.
Como eu entendi o mesmo esquema? Rafinha e Allabah ultrapassam os meias a todo momento. Phillip Lahm, veterano que é, cadencia um meio-campo com Kross (ora, Robben), Ribery, (ora Schweinsteiger) Tiago Alcântara e Müller (ora, Götze). Tudo sincronizado!
Alcântara parece ser a peça-chave dessa nova fase. Já está inteiramente habituado com o estilo do treinador. O catalão ainda mostrou mais uma qualidade que não tínhamos descoberto - e aí não por implicância, mas por falta de opções no Barcelona: abandonar o falso 9. Mandzukic é muito importante para a proposta de jogo do Bayern.
O romântico treinador, admirador explícito do futebol brasileiro e da seleção de 82, dá mostras mais que sociológicas de que reconhecer o trabalho de alguém e mudar de opinião não fazem mal a ninguém diante da constatação dos fatos. Aliás, muito pelo contrário.
Nota: Muito obrigado a você que ajudou este blog a atingir a marca de 2000 visualizações! Continue por aqui e comente na caixinha abaixo.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
A vingança cabralina do filho caçula
Dormi revoltado, como todos que gostam de futebol e o levam a sério. Não pelo cumprimento da lei friamente, mas porque houve mais que o campo. Existiram interesses claros em beneficiar quem retorna mais capital à televisão e às bilheterias.
A Lusa?
O modernista Oswald de Andrade cunhou o clássico poema Erro de Português:
A Lusa?
O modernista Oswald de Andrade cunhou o clássico poema Erro de Português:
Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.
Ao findar da 39ª rodada, em 2013, poderia ter escrito:
Quando a portuguesa chegou
Debaixo de três cores
Vestiu o (papel) de índio
Que pena! Não fosse uma tarde tricolor
A portuguesa tinha vestido o Fluminense.
Ah, Fluminense, você, que jogaria onde tivesse sido determinado, manifestou interesse em participar e influenciar diretamente no julgamento que culminou com o rebaixamento da Lusa. Não me venha com essa de que se beneficiou pela culpa dos outros e, por isso, está isento dela. Como brilhantemente comparou minha amiga celeste Ana Luíza: isso é sintoma de irmão caçula.
E você, Flu, já está bem velhinho para vingar Cabral e sua expedição 513 anos depois.
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