quinta-feira, 6 de maio de 2010

90 Minutos de Pensamentos Variados

A semana passou e a quarta chegou. A aula de Inglês demorou, mas acabou. 21:45 no relógio e a bola rola no estádio municipal da capital da poluição do Brasil. Rola? Mesmo? Então, avisa o Flamengo? Por favor?! Alguém diz que se trata de Libertadores, a mesma competição que o time não passou nos dois anos anteriores e desde 1993. O time não anda! Bico para o mato e deixa que o tempo passa. Bola na área e tira uma, duas, três. Ih... na quarta, gol! CONTRA! parece que não é o dia. Ainda na calma e paciência o rubro-negro não faz nada em campo. Desespero! Mais hora, menos hora, a bola e entraria. E entrou! Ronaldo, sozinho. Até eu de cadeira! Não interessa! é gol e os postulantes à conquista estreante na América pulam, balançam a estrutura e o time joga bem até os 46. Fim de papo. Desespero. Tensão. Mãos suadas. Não vai dar! já acabou!
O time volta. Volta com Kleberson, no lugar de Vinicius. Kleberson? Que não ficou nem no banco na quarta do dilúvio? O time volta ligadão. Cria com Léo pela direita com 02 minutos. Aos 04, KLEBERSON, Juan, KLEBERSON, Love. Gol! Cedo demais. Tenso mais ainda. Bico pro mato, de novo! Espaço teve. Adriano perdeu um gol. Kleberson outro. E as chances para igualar existem. Apenas existem. Sem controle do regulamento, o Fla faz a falta beira-rio. Filme da copa do Brasil na cabeça. Não dá pra ver mais. Coração na aguenta. Só a voz: BRUNO! Estamos dentro. Alívio. Gritos e festa pelo Brasil. Avante, Flamengo! Avante, Love! Avante, Rogério! Épico. Deu pra dormir só às 3 e acordar às 7.
Saudações RUBRO-NEGRAS!

O que é Flamengo só a gente pode sentir!

As vezes me pego pensando no motivo de gostar tanto de futebol....
Mas a resposta é simples: FLAMENGO.
Num tem explicação o que é ser Flamengo....
É fazer parte de uma multidão sem temanho e ser a maior do mundo...
Mengão...
Obrigado por existir e obrigado por eu fazer parte da melhor torcida do mundo!!!

by @ninapereirah

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Apenas Flamengo


Diante de uma atmosfera diferente, cercada de pressão para os lados, com duas nações envolvidas, os olhos voltados ao estádio municipal de São Paulo, queremos que o Flamengo seja isso mesmo: Apenas Flamengo.

Longe das vaidades instaladoras no ambiente do mais querido, do tipo: Aqui quem manda sou eu e ponto, ou, eu treino quando quero e ninguém tem nada com isso; longe de apoiar na mísera vantagem estabelecida no placar da última quarta-feira; longe de esperar o adversário e intimidar-se com apitos, cornetas, línguas-de-sogra, chapéuzinho de aniversário.

O Flamengo que a torcida deseja, logo mais, é o de mentes lúcidas, controladoras e brilhantes, que domina e silencia qualquer auê com a posse de bola e a objetividade. Características de nascença do Mengão queridão!

Imponente, cabeça erguida e cerebral. Na convicção de estar sob as estratégias corretas, não avançando para desguarnecer, nem recuando para tomar bala. O exército Rubro-Negro não funciona com toque de recolher, nem nunca funcionará.

A nação é quem dá a ordem e ela não se acostumou a perder batalhas difíceis em territórios inimigos. Nossas últimas lutas mostram isso: com foguetes, sirenes e o que mais vieram, o rubro-negro esfacelou os donos da casa, jogando como Flamengo.

Sem bobear na marcação e procurando o guerreiro mais próximo, a atmosférica viu o maior exército do mundo conquistar o Brasil. Então, por que não a América?

Hasta la vitoria!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Um Flamengo da Baviera: A receita da Classificação

O placar e os 45 minutos do segundo tempo levaram o Flamengo a uma vantagem para o jogo da próxima quarta-feira. A pressão será enorme sobre os anfitriões e a receita do Fla visitante provém da alemanha.
O time de Van Ghaal disputou TODOS os jogos de volta, da fase de eliminação da Champions, longe de seus domínios territoriais e mostrou-se sólido, porém nem tão eficiente em casa. Foram duas vezes 2 a 1 e na semi-final 1 a 0. Placares pra lá de perigosos para quem vai jogar de intruso no jogo decisivo.
Entretanto, o Munique foi às terras inimigas e jogou controlando os poderes adversários. Compactabilidade e toques inteligíveis fizeram o finalista da Liga dos Campeões usar o regulamento. Duas derrotas por 3 a 2 e a classificação às semi-finais.
Pode estar aí a carta na manga rubro-negra. Não se acuar e jogar com a cabeça erguida, compacto, cada um sabendo do regulamento e das posições a serem ocupadas em campo.
Assim, aproveitar cada chance, sem erro.
SEM ERRO: Lembrança de 3 a 0 para o United no Old Trafford e a ÚNICA chance de ataque no primeiro tempo colocou o Bayern no jogo.
Que sejamos um visitante à vontade.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Somos uma Nação



Toda nação, para obter tal mensuração, tem que apresentar uma única língua, capaz de permitir a comunicação entre todos os integrantes. Nós temos a raça, a luta e a fibra como códigos que nos possibilitam entender como andam as coisas na batalha.
Toda nação há de encontrar um lugar onde as medidas são discutidas, leis são revigoradas, sancionadas ou vetadas. Na Argentina, a casa é rosada; no país de Obama, Branca. Nós temos a rubro-negra.
Toda nação deve ter um representante a fim de levar as ideias à tona, as estratégias da vitóoria, o sucesso territorial. Nós temos uma voz, uníssona, refletida em 40 milhões de pessoas.
Em contrapartida, toda nação em uma guerra prepara seus milhões de homens para o pior, para o fracasso. Nós temos apenas 11 homens preparados para surpreender, nunca acostumados com a derrota. Caso ela aconteça, os problemas conjunturais aparecem e, senão solucionados, é hora da magnética entrar em ação, dialogar com os guerreiros e impor tratado de guerra ao inimigo.
Chegou a hora. Prepare o exército, a nação estará posta e quando ela resolve ser superior de fato, o combate tende a se concluir de forma positiva.
Vai pra cima deles, Mengão!

sábado, 24 de abril de 2010

Não Chorem, Crianças...

Nenêm tá bravo porque o amiguinho foi embora? Não fica, você tá errado. Quando a titia disse que era pra ajudar o amiguinho a ficar, você não levou a sério, continuou brincando. Agora, que por culpa da sua falta de comportamento o amiguinho foi embora, você chora?
Tem que aprender a ter responsabilidade, nenêm. Quando a tia diz A, faça A. Se a tia diz “não pode”, então não faça. Assim você ganha danoninho e pode ver Cartoon. Se não, não pode.
A titia não pediu pra levar a sério? Não deixou claro que era pra obedecer a Babraz? Então…
Engole esse choro, vamos! Homem não chora.
A titia foi paciente, até demais. Sabia que a família toda ficou desapontada com as coisas que você fez? É… as pessoas ficaram tristes de ter que passar tanto nervoso por conta das suas molecagens.
E se a Babraz foi embora, junto com o tio Tromba é porque vocês não são maduros o suficiente para sentar e conversar com os coleguinhas. Precisa brigar tanto?
Titia não disse que sala de aula não é lugar de pontapés e socos?
Não é porque a titia é nova que vai deixar essa bagunça acontecer. Tem outras crianças aqui com os mesmos direitos e deveres de vocês. Não pode metade cumprir e a outra metade não.
Eu sei, nenêm, você é super-dotado e merece um tratamento diferenciado. Mas não abusa da tia, né!?
Agora a tia vai dar 2 escolhas pra você:
Ou você entende que errou e vai lá falar com os coleguinhas pra que tudo fique bem e possamos continuar nossas aulas, ou então vou ter que chamar sua mãe aqui.
Tá bom?
Agora engole o choro, limpa essa meleca do nariz e fica ali na porta esperando.
Se for um bom menino, Papai Joel vem dar presente. Se não, a “cuca” vem te pegar.
Ah! Titia não tá falando com um só, viu? Vale pra classe toda.
Intervalo, podem sair. E nada de voltar atrasado.
abs,

RicaPerrone

segunda-feira, 19 de abril de 2010

BOTAFOGO E ROMA: A MESMA VONTADE!





O cenário era o mesmo.


Na velha bota, assistindo à Inter levantar a taça por quatro anos, a Roma tinha um clássico de parar o coliseu, sobretudo, após a vitória do time de Milão na sexta-feira. No rio, um Botafogo calejado em decisões estaduais, acostumado a sair de campo cabisbaixo após os 90 minutos.


A atitude foi a mesma.


No jogo do estádio olímpico, a Roma parecia assustada com a possibilidade de vencer a Lazio e continuar dependendo apenas de seus resultados para garantir o Scudetto. Mirko Vucinic, nem meia, nem avante, nos primeiros 45 minutos. Aliás, a roma parecia jogar apenas com Juan e Lucca Toni, enquanto a Lazio dominava as ações no meio-campo. Resultado: 1 a 0 lucrativo para o retranqueiro 'Claudião'.



No Rio, o bota mostrou dominante na pegada, desde o início, num jogo de nível técnico bem aquém ( como todo o campeonato). O juíz deu um 'avisa lá' na cozinha do Flamengo e cumpriu. Pênalti, sem discussão, 1 a 0 para o alvinegro. Num lance isolado e bobo do sistema defensivo, Vágner Love deixou tudo igual.


Tanto lá como cá, a possibilidade dos dois times virem perdidos a campo na segunda etapa era iminente. A Lazio se portava muito bem em campo e o Flamengo fez o gol no último lance do primeiro tempo: muita nitroglicerina!


Vieram os segundo tempos e o cenário na Itália parecia realmente catastrófico para a Roma com o pênalti pró Lazio. Tomasi - e não Rocchi, sabe-se lá o motivo - bateu e Júlio Sérgio colocou a postulante ao título no jogo. Comendo grama depois da defesa do goleiro brasilero e com alguma organização visível na faixa central, Vucinic aproximou-se Lucca Toni e igualou as forças no clássico. Logo em seguida, acertou um tirambaço na falta e virou a partida. No Rio, novamente pênalti para o time de General Severiano. Inspirado em Zizou, Abreu cavou a bola no fundo da rede. 2 a 1! e as semelhanças?


Pênalti para o Fla. Adriano - e não Love, sabe-se o motivo - bateu displiscente e não igualou o maracador.

A vontade nas divididas era como se houvesse uma voz dizendo: desse ano não passa! e não passou, pelo menos no estadual. Daqui quatro rodadas, poderemos dizer o mesmo.